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O poder mudou de mãos

Marco Antonio Fujihara foi consultor de diversas empresas, do Banco Mundial (Bird), diretor de recursos naturais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), diretor de sustentabilidade da consultoria PricewaterhouseCoopers. Atualmente exerce a função de diretor do Instituto Totum e da Keyassociados, com foco específico em projetos de sustentabilidade e mercado de carbono. Nesta entrevista à TV Meio Ambiente, Fujihara fala sobre a exigência crescente de consumidores e investidores em forçar o setor privado a assumir seu papel de vanguarda, de tomar a dianteira na direção de uma economia com menos emissão de carbono e, portanto, mais verde. Um dos maiores especialistas no comércio de redução de emissões de gases de efeito estufa, mecanismos instituído pelo Protocolo de Kyoto, ele argumenta que o mercado de capitais passou a dar valor à sustentabilidade como um quesito importante no dia-a-dia das organizações. E que as mudanças climáticas terão impacto profundo na economia do século XXI. Sobre a pauta do ambientalismo brasileiro, em particular questões nacionais, como o novo Código Florestal, Fujihara afirma que não cabe mais o debate entre ambientalistas e ruralistas. O que está em jogo hoje, ele diz, é a discussão do que o Brasil vai ser quando crescer, de que espécie de país queremos ser nas próximas décadas. A Rio + 20, na opinião dele, é a grande oportunidade que a humanidade tem de colocar foco sobre as melhores práticas. Em vez de debater conceitos vagos, ele afirma, devemos discutir o que fizemos até agora e como fazer daqui para frente, dando o exemplo das boas práticas.

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