Por dentro da Rio + 20 – parte1

Vinheta – Por dentro da Rio + 20
Darlene Menconi
Colocar você por dentro da Rio + 20 é o objetivo dessa série apresentada
pelo especialista Aron Belink da ONG Vitae Civillis que explica em detalhes o
funcionamento do mais importante evento sobre sustentabilidade do início do
século e que vai reunir em junho no Rio de Janeiro representantes de mais de 180
países.
Vinheta – Por dentro da Rio + 20
O primeiro bloco da série com cerca de 3 minutos, ele destaca a renovação do
compromisso político com o novo modelo de desenvolvimento que a Rio + 20
representa. Vamos ver?
Aron Belink – Vitae Civillis
A Rio + 20 , ela já começou, aqui e no mundo inteiro e ela não vai acontecer só no
Rio em junho. Ela vai acontecer no mundo inteiro no conjunto de discussões, que
ela está pautando. Então, ela é um grande fórum de debates. Ela está suscitando a
formação de posição e ela vai pautar uma agenda pros próximos anos. É desse jeito
que a gente precisa enxergar o que que é a Rio + 20.
A conferencia oficial da ONU, ela é uma conferência que vai ter 3 dias. Tem uma
outra conferência, que faz parte do processo que acontece uma semana antes,
também, no Rio de Janeiro. Então, com isso, a Rio + 20 virou um evento onde
oficial da ONU, 4 dias de intervalo de muita coisa importante que vai acontecer
e depois mais 3 dias da conferência oficial. A gente tem que pensar que tem uma
parte preparatória e tem o “Day after”, onde a sociedade civil e todo mundo vai
estar discutindo muito diretamente o que aconteceu, o que vai acontecer e quais as
conclusões.
Em paralelo ao evento oficial da Rio + 20, a essa agenda da ONU, também, um
conjunto de ações da sociedade civil e um conjunto de outros eventos que vão
acontecer pautados por vários atores.
A Rio + 20, ela foi pautada pela ONU, pelas Nações Unidas, a partir de uma resolução
da assembléia geral, tomada em dezembro de 2009. No “Day after” da conferência
de Copenhague, da COP 15 do clima que era aquela ressaca, onde todo o sistema
ONU ficou muito… vamos dizer assim, acuado pela incapacidade de entregar uma
questão tão importante quanto uma convenção do clima.
Ela é uma conferência que não tá ali para fazer lei, ela tá ali para definir diretrizes
políticas para o desenvolvimento sustentável. Elas partem, isto está na própria
convocação da Rio + 20, também, de um balanço, vamos dizer assim, de um primeiro
processo que é verificar o que foi combinado até hoje, nos vários acordos Rio 92
e além de 92 em todo ciclo social da ONU… fala também do que aconteceu até
hoje e o que faltou, o que não foi feito e também, o que surgiu de novo. Então,
a partir desse balanço da atualidade se fazer esse compromisso, assegurar um
novo comprometimento renovado com o desenvolvimento sustentável. A Rio +
20, também, de uma maneira muito inteligente, ela está pautada em cima de dois
temas centrais. Um tema central é a economia verde no contexto de erradicação
da pobreza e do desenvolvimento sustentável. E a segunda coisa é o quadro
institucional pro desenvolvimento sustentável, ou seja, a governança.
O que a gente ta dizendo nisso aqui?

Que na verdade, aquilo tudo que foi combinado nos últimos 20 anos, acabou não
sendo colocado em prática no rítimo e na amplitude necessária, porque faltou
trazer isso pro dia a dia dos atores econômicos e sociais. Isso tem a ver com trazer
pro centro da economia e tem a ver com você ter meios de controle.

escrito por

O autor não acrescentou qualquer informação a seu perfil ainda.

Deixe uma resposta

Quer juntar-se a discussão?
Sinta-se livre para contribuir!

Deixe um Comentário

Pryzant Deisgn

Slider by webdesign