Restauração ecológica no Brasil: desafios e oportunidades

Capa do estudo Restauração ecológica no Brasil: desafios e oportunidades<br />© WWF-Brasil” border=”0″ align=”left” hspace=”4″ vspace=”2″ /></a>A crescente conversão de ambientes naturais em áreas ocupadas pelas atividades humanas é uma realidade mundial. Esse fenômeno tem desencadeado poluição, fragmentação de habitats e perda de espécies numa escala jamais vista. Como resultado, a degradação ambiental tornou-se um dos principais problemas a serem enfrentados no cotidiano das pessoas e das organizações.</p>
<p>Diz-se que um ambiente está degradado quando sofre distúrbios que impedem a sua capacidade de retornar ao equilíbrio original. Tal situação constitui ameaça à sobrevivência dos seres humanos e das demais espécies viventes na natureza. Por isso, a restauração ecológica é apontada como uma possível saída para a falência dos<br />ecossistemas em todo o planeta.</p>
<p><strong>Restauração ecológica</strong></p>
<p>Embora as práticas ligadas à restauração de ambientes e paisagens sejam antigas, a restauração ecológica começou a se desenvolver como ciência apenas na década de 1980. Com a incorporação dos conceitos da ecologia nos projetos de recuperação ambiental, tornou-se possível desenvolver modelos e técnicas destinadas a áreas em diferentes níveis de degradação.</p>
<p>No Brasil já existem diversas experiências de restauração ecológica. Muitas delas dedicam-se à recuperação de microbacias hidrográficas e da qualidade do solo. É nesse escopo de abordagem que se enquadra a publicação <strong>Restauração ecológica no Brasil: desafios e oportunidades</strong>, que tem como propósito fomentar a conservação ambiental e hidrológica aliada à produção agropecuária sustentável.</p>
<p>As informações nela contidas surgem do portfólio de restauração ecológica, produzido durante a primeira etapa do <a href=Programa Água Brasil, entre 2010 e 2015. Os biomas compreendidos na publicação são aqueles que possuíram, na época, alguma bacia atendida pelo programa, incluindo Amazônia, Cerrado/Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga, com diferentes usos do solo e perfil produtivo. Por isso, o conteúdo da publicação tem como base a experiência acumulada em mais de 100 projetos de restauração realizados nesses biomas e também no Pampa.

Pretende-se que o estudo sirva como referência para pessoas que se dedicam a conservar áreas nativas, técnicos extensionistas, produtores rurais, gestores de órgãos públicos de controle e fiscalização, bem como a educadores e outros envolvidos em processos de aprendizagem formal e não formal.

A intenção do WWF-Brasil, ao lançar esta publicação, é disseminar novos olhares sobre a restauração ecológica no Brasil. Tem como propósito também divulgar lições capazes de fomentar a restauração em larga escala, influindo nas decisões políticas capazes de alterar e reverter a degradação ambiental no País.

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