Cultura do Algodão é tema de debate promovido pelo WWF-Brasil e o Banco do Brasil

Participantes do workshop se debruçam sobre as diretrizes de sustentabilidade do algodão<br />© Victoria Cordeiro / WWF-Brasil” border=”0″ align=”left” hspace=”4″ vspace=”2″ /></a>O diálogo sobre critérios socioambientais para commodities, promovido pelo WWF-Brasil e o Banco do Brasil continuou, nesta terça-feira, dia 3. A 3ª edição do workshop, que já teve como tema de discussão a cultura de <a href=Soja Milho, contou com a participação de técnicos e especialistas do setor de Algodão para discutir os riscos e critérios socioambientais para o crédito na cultura da commodity. 
 
Nesta edição, o evento reuniu cerca de 15 participantes, entre eles, representantes de organizações do terceiro setor, iniciativa privada, e instituições financeiras e aconteceu em Brasília, na Universidade Coorporativa do Banco do Brasil. 
 
A metodologia utilizada para o desenvolvimento dos temas e análises foi a Supply Risk Analysis, desenvolvida pelo WWF Estados Unidos e também aplicada nas edições de Soja e Milho. Por meio dessa metodologia, que dispõe de mais de 40 fatores, é possível mapear e identificar os riscos socioambientais e as possíveis soluções relacionadas a eles.
 
O workshop contou com atividades e dinâmicas que incentivaram a fala e a participação de todos os participantes do evento. Neste ritmo, surgiram ideias, questionamentos e observações que enriqueceram o debate acerca do tema e tornaram possível a identificação e o aprendizado de diversos pontos de atenção e tendências no setor do Algodão.
 
Jorge Toledo, da Conab, reconhece que “quanto mais se conversar sobre o tema, melhor será para que todos venham a alinhar esse pensamento e tirar dúvidas. Aquilo que é desconhecido tem uma chance grande de receber uma avaliação errada, por isso, o conhecer, conversar e entender o ponto de vista de cada instituição e profissional, auxilia na crítica e no planejamento de melhores ações para o setor.”
 
Entre os diversos critérios priorizados para a análise, destaca-se o consumo de água, degradação do solo, mudanças climáticas e emissão de gases de efeito estufa oriundos de práticas agrícolas. Temas, esses, que foram analisados um a um, durante todo o dia. 
 
Monique Vanni, da instituição Solidaridad, defende que é difícil reduzir temas tão complexos à indicadores tão gerais, mas que a discussão é fundamental. “Não tem outro jeito. O desafio é esse: como capturar a complexidade, ao mesmo tempo em que criamos um sistema que funcione e que dê para trabalhar de maneira eficiente.”, diz.
 
Banco do Brasil e a Economia Verde
 
O Banco do Brasil, como o banco do Agronegócio, tem um papel fundamental em equilibrar a expansão da produção e consumo de commodities ao mesmo tempo em que promove o uso eficiente e responsável dos recursos naturais.
 
Para isso, a instituição financeira é parceira do WWF-Brasil há cerca de sete anos e busca fomentar cada vez mais essa relação entre negócios e natureza por meio de mecanismos de gestão de riscos e novos negócios em Economia Verde.
 
Os próximos workshops acontecerão em novembro, sobre os temas Arroz e Eucalipto. 
 
Quer saber mais sobre Risco Socioambiental? Conheça a metodologia Supply Risk Analysis aqui. Veja também as atuais Diretrizes de Sustentabilidade do Banco do Brasil aqui.

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