Conexão CDP 2017 – Economia de baixo carbono: ação conjunta entre governos e iniciativa privada

por Caroline Domingues, da Envolverde, especial para o CDP –

Cidades ao redor do mundo têm desenhado projetos com foco na transição para a economia de baixo carbono. Os recursos limitados dos governos para ações de mitigação dos efeitos e redução das emissões são acrescidos de recursos adquiridos com a venda dos green bonds, títulos de dívidas usados unicamente com a finalidade de financiar projetos sustentáveis.

“As empresas devem estar tão comprometidas, quanto o governo. É compromisso coletivo que temos que assumir. Toda política pública deve estar respaldada por políticas financeiras fortes, que realmente permitam levar a cabo ações climáticas importantes nas cidades”. Lucia Yolanda Alonso Olvera, diretora Geral de Planejamento e Coordenação de Políticas da Cidade do México, ressalva a importância de políticas financeiras para a concretização dos projetos. O primeiro título verde da Cidade do México foi colocado na bolsa mexicana de valores por 50 bilhões de dólares.

A publicação do Programa de Ação Climática 2014-2020 da Cidade do México contempla 107 ações. O programa foi pensado sob sete eixos estratégicos: transição energética, contenção da mancha urbana, desenvolvimento do sistema de transporte, manuseio sustentável dos recursos naturais e conservação da biodiversidade, resiliência nas cidades em torno dos eixos estratégicos, educação ambiental e comunicação e desenvolvimento.

Os projetos não apenas estão no papel, mas têm sido colocados pouco a pouco em prática. Em relação à transição energética, um sistema de aquecimento solar está sendo colocado nos hospitais e como 60% do território da Cidade do México é área rural, onde há atividade agropecuária, biodigestores estão sendo instalados para os produtores.

Gabriel Thoumi, diretor de mercado de capitais da Climate Advisers, destaca os dois green bonds direcionados a retomada da qualidade da água de dois rios de Washington DC. O primeiro foi usado na infra-estrutura verde do sistema de água da cidade, reduzindo significativamente as emissões. O segundo no valor de 25 milhões de dólares foi usado para jardins que captam água da chuva e outras infra-estruturas que absorvem a chuva e diminuem a impermeabilidade na cidade.
Para Thoumi, a comunicação eficiente dos riscos é crucial para que investidores tomem decisões. “A comunicação dos riscos do primeiro título de 2014, relacionado ao sistema de água, foi tão bem feita que capacitou os investidores para tomar a decisão de um investimento de 100 anos”. Dados claros e concisos, facilmente compreendidos em diferentes grupos de usuários: governo, sociedade civil, empresas ou no mercado de finanças, permitem uma comunicação efetiva e eficiente.

“Precisamos nos comunicar de forma eficaz com os investidores de forma a capacitá-los e movê-los para a decisão que se deseja que eles façam”. Para Thoumi, os riscos no mercado de capitais não são negativos, o risco e o retorno andam paralelamente. A chave dos negócios é comunicá-lo de uma maneira de fácil compreensão. (CDP/Envolverde)

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