ONU

Movimentos sociais do campo criticam Acordo de Paris durante a COP23

Paula Bonfatti, da Agência Jovem de Notícias –  “O Acordo de Paris baseia-se na comodização da natureza, nos mercados de carbono, e não tem efeito vinculante”, afirmou a representante da organização internacional Via Campesina no primeiro dia da 23ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP23) em Bonn, na Alemanha. Do dia 6 ao dia 17 de novembro, a COP23 traz cerca de 20 mil pessoas de mais de 200 países do mundo para a antiga capital alemã. Além das negociações, a conferência conta com um espaço para eventos paralelos, que serve como plataforma para a promoção das agendas da sociedade civil e dos movimentos populares, setores regularmente excluídos das negociações oficiais. Um dos principais objetivos da COP23 é estabelecer mecanismos e processos de mensuração para os países que se comprometeram com o Acordo de Paris (2015), um esforço para reduzir as emissões de carbono e conter os efeitos do aquecimento global. No entanto, durante o painel “Agroecologia camponesa alimenta as pessoas e esfria o planeta”, na última segunda-feira (6), representantes de organizações camponesas de diferentes regiões do mundo questionaram a eficácia do documento e compartilharam experiências de resistência e resiliência a partir da agroecologia. “Entendemos que a agroecologia é uma resposta real e concreta para o tema das mudanças climáticas, ela responde à um modelo convencional, industrial e explorador”, afirmou Jesus Vázquez, representante da Organização Boricuá de Agricultura Ecológica em Porto Rico e membro da Via Campesina na região do Caribe. No mês de setembro, Porto Rico foi atingido pelo Furacão Maria, que deixou 80% da população sem eletricidade por um mês, 5.300 pessoas desabrigadas e aproximadamente 1,5 milhão sem acesso à água potável. “Ocupar espaços como a COP é muito importante para denunciar, resistir e dar visibilidade aos efeitos climáticos”, afirmou Jesus. As mudanças climáticas causadas pelas atividades humanas têm grande influência no potencial devastador dos desastres ambientais. Acordo de Paris: metas voluntárias não serão suficientes Em 2015, o Acordo de Paris definiu um teto de 2°C em relação às temperaturas médias do período pré-industrial, determinando automaticamente um limite máximo de partículas de gases de efeito estufa em suspensão na atmosfera. Assim, o acordo tem como grande desafio acompanhar de forma precisa a evolução das emissões de gases de efeito estufa de cada país. No entanto, apesar de bem intencionado, o documento não aponta quais os setores produtivos e econômicos deveriam ser mais regulados, ou seja, aqueles com maior participação nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, toda ação em favor da proteção do meio ambiente coloca limitações aos setores industriais e corporativos. Uma regulação internacional das atividades de setores específicos reduziria seu volume de negócios e o Produto Interno Bruto (PIB) de quase todos os países. No caso do Brasil, por exemplo, teríamos que limitar a produção dos setores do agronegócio e petroleiro, ambos com grande influência e poder político no país. A agroecologia como resposta às mudanças climáticas Por outro lado, movimentos sociais do campo afirmam que mudanças estruturais na indústria de alimentos é a resposta mais rápida e concreta no enfrentamento das mudanças climáticas e garantia […]

O post Movimentos sociais do campo criticam Acordo de Paris durante a COP23 apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Por em: Blogs e Portais, Destaques, Envolverde, ONU Comentários
Sem comentários
Tags: ,
Leia mais

O que o Observatório do Clima espera da COP23

por Observatório do Clima –  A 23a Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas começa nesta segunda-feira (6/11) em Bonn, Alemanha, com a missão de avançar no desenho do livro de regras do Acordo de Paris. É a primeira COP presidida por uma nação insular do Pacífico, Fiji, cuja própria existência é ameaçada pelo aumento do nível do mar em decorrência do aquecimento global. É também a primeira COP a ocorrer depois do anúncio da saída dos EUA do Acordo de Paris. O Brasil chega à reunião com dupla personalidade: progressista do ponto de vista da negociação, com seus diplomatas dispostos a sair dela com um desenho do manual de implementação do acordo; mas tragicamente regressivo do ponto de vista da política interna, e com a maior alta em suas emissões em 13 anos. Veja aqui o que o Observatório do Clima espera da “COP do Pacífico” e do Brasil. O que Fiji-Bonn precisa entregar O rascunho do manual –Apesar de já estar em vigor há um ano, o Acordo de Paris ainda não teve definidas as regras de sua implementação. Como as metas nacionais (NDCs) serão monitoradas e reportadas? Como funcionará o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável? Qual será a arquitetura das futuras NDCs e como será o processo de revisão e aumento de ambição das metas? O complexo manual de aplicação do acordo precisa ficar pronto no ano que vem. Se a COP23 conseguir rascunhar o texto, aumentam as chances de que Paris passe a funcionar efetivamente mais cedo. Um plano para 2018– O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente publicou a nova edição de seu relatório Emissions Gap sobre a dívida climática da humanidade. O relatório alerta que o período de 2018 a 2020 é a última chance de embicar o mundo no rumo da estabilização do aquecimento global em menos de 2oC ou, idealmente, em 1,5oC, aumentando a ambição das NDCs hoje propostas. Para isso, será fundamental o chamado Diálogo Talanoa (chamado formalmente de “Diálogo Facilitativo”), que acontecerá em 2018 e reunirá os países para discutir como ampliar a ambição, tanto das metas de corte de emissões quando das de financiamento. Fiji-Bonn precisa entregar uma proposta para a realização desse diálogo que tenha amplo apoio dos países. O “pacote de solidariedade” –Espera-se que a presidência de Fiji faça a COP23 avançar em elementos cruciais para os países vulneráveis: o mecanismo de perdas e danos, pelo qual nações possam receber ajuda pelos danos das mudanças climáticas aos quais seja impossível se adaptar, como superfuracões; e o financiamento à adaptação nos países pobres, por meio do fundo de adaptação. Sem isso, qualquer conversa sobre aumento de ambição em 2018 e 2020 ficará prejudicada. Um sinal político claro aos EUA– Os Estados Unidos tendem a dominar o noticiário da COP23 após o anúncio feito por Donald Trump de que o país se retiraria do Acordo de Paris. É incerto se a diplomacia americana tentará bloquear o progresso em Bonn ou terá uma atuação discreta. Mas o comportamento de […]

O post O que o Observatório do Clima espera da COP23 apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Por em: Blogs e Portais, Destaques, Envolverde, ONU Comentários
Sem comentários
Tags: ,
Leia mais

O que o Observatório do Clima espera da COP23

por Observatório do Clima –  A 23a Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas começa nesta segunda-feira (6/11) em Bonn, Alemanha, com a missão de avançar no desenho do livro de regras do Acordo de Paris. É a primeira COP presidida por uma nação insular do Pacífico, Fiji, cuja própria existência é ameaçada pelo aumento do nível do mar em decorrência do aquecimento global. É também a primeira COP a ocorrer depois do anúncio da saída dos EUA do Acordo de Paris. O Brasil chega à reunião com dupla personalidade: progressista do ponto de vista da negociação, com seus diplomatas dispostos a sair dela com um desenho do manual de implementação do acordo; mas tragicamente regressivo do ponto de vista da política interna, e com a maior alta em suas emissões em 13 anos. Veja aqui o que o Observatório do Clima espera da “COP do Pacífico” e do Brasil. O que Fiji-Bonn precisa entregar O rascunho do manual –Apesar de já estar em vigor há um ano, o Acordo de Paris ainda não teve definidas as regras de sua implementação. Como as metas nacionais (NDCs) serão monitoradas e reportadas? Como funcionará o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável? Qual será a arquitetura das futuras NDCs e como será o processo de revisão e aumento de ambição das metas? O complexo manual de aplicação do acordo precisa ficar pronto no ano que vem. Se a COP23 conseguir rascunhar o texto, aumentam as chances de que Paris passe a funcionar efetivamente mais cedo. Um plano para 2018– O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente publicou a nova edição de seu relatório Emissions Gap sobre a dívida climática da humanidade. O relatório alerta que o período de 2018 a 2020 é a última chance de embicar o mundo no rumo da estabilização do aquecimento global em menos de 2oC ou, idealmente, em 1,5oC, aumentando a ambição das NDCs hoje propostas. Para isso, será fundamental o chamado Diálogo Talanoa (chamado formalmente de “Diálogo Facilitativo”), que acontecerá em 2018 e reunirá os países para discutir como ampliar a ambição, tanto das metas de corte de emissões quando das de financiamento. Fiji-Bonn precisa entregar uma proposta para a realização desse diálogo que tenha amplo apoio dos países. O “pacote de solidariedade” –Espera-se que a presidência de Fiji faça a COP23 avançar em elementos cruciais para os países vulneráveis: o mecanismo de perdas e danos, pelo qual nações possam receber ajuda pelos danos das mudanças climáticas aos quais seja impossível se adaptar, como superfuracões; e o financiamento à adaptação nos países pobres, por meio do fundo de adaptação. Sem isso, qualquer conversa sobre aumento de ambição em 2018 e 2020 ficará prejudicada. Um sinal político claro aos EUA– Os Estados Unidos tendem a dominar o noticiário da COP23 após o anúncio feito por Donald Trump de que o país se retiraria do Acordo de Paris. É incerto se a diplomacia americana tentará bloquear o progresso em Bonn ou terá uma atuação discreta. Mas o comportamento de […]

O post O que o Observatório do Clima espera da COP23 apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Por em: Blogs e Portais, Destaques, Envolverde, ONU Comentários
Sem comentários
Leia mais

Itaipu é parceira da ONU Mudanças Climáticas na Conferência do Clima COP 23

Binacional é a única empresa latino-americana que irá expor, dentro do pavilhão da ONU, soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas A Itaipu Binacional será uma das instituições parceiras da Secretaria das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (United Nations Climate Change Secretariat – UNFCCC, em inglês) na Conferência do Clima da ONU (COP 23), em Bonn, Alemanha, de 6 a 17 de novembro. Durante a COP 23, que reunirá representantes de governos e chefes de estado de todo o mundo, serão discutidas estratégias de redução de emissões e de resiliência às mudanças climáticas, alinhadas com o Acordo de Paris. O acordo, que foi adotado pelas nações presentes na COP 21 em 2015 e que entrou em vigor menos de um ano após, tem o objetivo de manter a elevação da temperatura global neste século abaixo de 2 graus C e, preferencialmente, não superior a 1,5 grau C. A Itaipu será a única empresa latino-americana na condição de parceira da UNFCCC na conferência. A parceria se deu em reconhecimento às diversas ações na empresa para a produção de energia limpa e renovável, segurança hídrica, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável em sua área de influência. Esses projetos serão apresentados em detalhes no Pavilhão Momento para a Mudança, da UNFCCC, em Bonn. E, em parceria com o órgão da ONU, a binacional também irá promover dois seminários: “Nexo Água-Energia: Como a geração hidrelétrica pode liderar o desenvolvimento sustentável em um ambiente em mudança”, no dia 10 (Dia da Energia) e “Serviços Ecossistêmicos e Biodiversidade”, no dia 12 (Dia da Água). Sobre parcerias da ONU Mudanças Climáticas A colaboração entre a ONU Mudanças Climáticas e a Itaipu faz parte de uma série de parcerias entre o órgão das Nações Unidas e stakeholders importantes, incluindo o setor privado, para apoiar a ação climática. Os parceiros são formalmente reconhecidos e recebem grande visibilidade por meio do site da UNFCCC e suas redes sociais, conferências e atividades com a imprensa, visando alcançar uma audiência global. As parcerias para a COP 23 promovem o crescente envolvimento de stakeholders não diretamente associados à UNFCCC, como na Marrakesh Parthership for Global Climate Action (MPGCA), ou Parceria Marrakesh pela Ação Climática Global, em tradução livre. A MPGCA foi lançada na COP 22 pela Conferência das Partes, convidando explicitamente os stakeholders não associados, incluindo setor privado, a participar da ação climática e do Acordo de Paris. Todos os atores da sociedade são fortemente encorajados a incrementar seus esforços e a apoiar ações para reduzir emissões, bem como construir resiliência e diminuir a vulnerabilidade a efeitos adversos da mudança climática. A Itaipu A usina de Itaipu, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai, é a hidrelétrica que mais produz energia no mundo. Neste mês de novembro, atinge a marca de 2,5 bilhões de Megawatts-hora (MWh) de produção acumulada (o fornecimento de eletricidade começou em 1984). Em 2016, a usina estabeleceu uma nova marca mundial em geração anual, com 103,1 milhões de MWh. Essa produção responde por 17% do consumo de energia elétrica […]

O post Itaipu é parceira da ONU Mudanças Climáticas na Conferência do Clima COP 23 apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Por em: Blogs e Portais, Envolverde, ONU Comentários
Sem comentários
Tags: , , , ,
Leia mais

Dois anos dos ODS: desafios e conquistas

 Por David Medina, para a Rede Brasileira do Pacto Global –  Há exatos dois anos, em 25 de setembro de 2015, o mundo passou a conhecer novos parâmetros para um futuro mais sustentável e resiliente, baseados em um plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Fruto de longas consultas e debates entre governos, academia, sociedade civil e setor privado, ela foi lançada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável e lista os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com 169 metas que englobam as esferas ambientais, sociais e econômicas de forma integrada e indivisível. Desde então, o Pacto Global da ONU vem engajando o setor privado em prol dos Objetivos Globais em quase 170 países, estabelecendo-se como a iniciativa interlocutora entre os ODS e as empresas. No Brasil, a Rede Brasil do Pacto Global promove diversas ações para impulsionar a participação corporativa na construção de um mundo mais sustentável e justo até 2030. Por este motivo, a Rede Brasil ganhou destaque no Relatório Nacional Voluntário sobre os ODS devido ao protagonismo em difundi-los para o setor privado. Apresentado durante o High Level Political Forum 2017, em Nova York, o documento reforça o empenho do Brasil em trilhar o caminho para a implementação dos Objetivos Globais. Uma das principais contribuições da Rede Brasil para a disseminação dos Objetivos Globais envolveu a produção do estudo Integração dos ODS na Estratégia Empresarial, que abordou como empresas do Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG) – o comitê gestor da Rede Brasil do Pacto Global – têm buscado se comprometer com a Agenda 2030, seja de forma positiva ou negativa. Iniciado em agosto de 2016 e concluído em fevereiro de 2017, o estudo demonstrou que, além de estabelecer desafios, os ODS também podem ser implementados às estratégias corporativas e contribuir para a inovação em produtos e serviços e para a abertura de novos mercados. Os ODS também foram tema de palestras e workshops promovidos pela Rede Brasil. Ao longo deste ano, o workshop sobre o guia SDG Compass foi organizado em diversas cidades – São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói (RJ), Belo Horizonte, Curitiba e João Pessoa –, além de capacitações in company. O treinamento disponibiliza ferramentas importantes para posicionar os Objetivos Globais no centro das estratégias de negócio. De acordo com Carlo Pereira (foto à esquerda), Secretário Executivo da Rede Brasil do Pacto Global, a troca de experiências e informações sobre a implementação dos ODS na estratégia empresarial, utilizando o SDG Compass como referência, é uma das principais ações da iniciativa. “Além disso, estamos em constante contato com governos e ONGs no que tange a implementação dessa agenda no País, inclusive acompanhando o desenvolvimento da Comissão Nacional dos ODS”, explica. Pereira ainda salienta que é um dever de todos estar comprometido com o atingimento das metas propostas pelos ODS, em especial o setor privado. “Os ODS estão inteligados e, por isso, as organizações podem começar empreendendo esforços a um ou alguns ODS. O importante é dar o primeiro passo para agregá-los às […]

O post Dois anos dos ODS: desafios e conquistas apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Por em: Blogs e Portais, Destaques, Envolverde, ONU Comentários
Sem comentários
Leia mais

Entenda a saída dos EUA e Israel da Unesco

por Ana Luiza Basilio, para a Carta Educação – Na última semana, os Estados Unidos e Israel anunciaram a saída da Unesco, agência das Nações Unidas voltada para a Educação, Ciência e Cultura. O país norte-americano foi o primeiro a anunciar a saída, alegando um viés anti-Israel por parte da agência e a necessidade de reformas. Demorou pouco para que Israel seguisse a decisão. Para entender os possíveis impactos do episódio, o Carta educação levou algumas questões ao professor do Instituto de Relações Internacionais da USP, Carlos Eduardo Lins da Silva. Confira! Como o senhor avalia a contribuição da Unesco? A Unesco, a exemplo de todas as entidades do sistema das Nações Unidas, tem sido importantíssima para melhorar a condição de vida de pessoas em todo mundo, ao promover, no seu caso específico, valores da educação, da ciência e da cultura. A ideia das Nações Unidas e suas realizações, entre elas a Unesco, sem a menor sombra de dúvida, são uma das grandes realizações humanas do século 20 e continuam a ser fundamentais para o mundo neste século. A que atribui as saídas dos EUA e Israel da organização? A  justificativa para a saída dos EUA e de Israel são sucessivas decisões tomada pela organização consideradas por americanos e israelenses como indícios de preconceito contra Israel. Como as avalia? Sem entrar no mérito das decisões que serviram de pretexto para a saída dos EUA, ela é lamentável e confirma a tendência do governo Trump de distanciar seu país da comunidade multilateral, o que está sendo e será ruim para o mundo, mas especialmente para os próprios EUA. Trump tem adotado posições e tomado iniciativas que isolam seu país e o isolam da maneira mais nefasta possível. Ao retirar-se do acordo de mudanças climáticas, de tratados de livre comércio, do histórico entendimento multilateral sobre o programa nuclear iraniano, entre outras medidas equivocadas, Trump coloca os EUA na condição mais reacionária e chauvinista de sua história recente. Há impactos negativos para a comunidade internacional e os países membros? Sem dúvida. A ausência na UNESCO de uma nação de tamanha importância cultural, econômica e política como são os EUA certamente vai prejudicar a organização e seus muitos projetos beneméritos. Mas a UNESCO sobreviverá. Não custa lembrar que os EUA já estiveram fora da UNESCO por quase 20 anos (de 1984 a 2003), por decisão de outro presidente ultraconservador, Ronald Reagan, e já não vinham pagando suas devidas contribuições financeiras desde 2011. Nem por isso a UNESCO se acabou.

O post Entenda a saída dos EUA e Israel da Unesco apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Por em: Blogs e Portais, Destaques, Envolverde, ONU Comentários
Sem comentários
Tags:
Leia mais

Dois anos dos ODS: desafios e conquistas

 Por David Medina –  Há exatos dois anos, em 25 de setembro de 2015, o mundo passou a conhecer novos parâmetros para um futuro mais sustentável e resiliente, baseados em um plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Fruto de longas consultas e debates entre governos, academia, sociedade civil e setor privado, ela foi lançada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável e lista os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com 169 metas que englobam as esferas ambientais, sociais e econômicas de forma integrada e indivisível. Desde então, o Pacto Global da ONU vem engajando o setor privado em prol dos Objetivos Globais em quase 170 países, estabelecendo-se como a iniciativa interlocutora entre os ODS e as empresas. No Brasil, a Rede Brasil do Pacto Global promove diversas ações para impulsionar a participação corporativa na construção de um mundo mais sustentável e justo até 2030. Por este motivo, a Rede Brasil ganhou destaque no Relatório Nacional Voluntário sobre os ODS devido ao protagonismo em difundi-los para o setor privado. Apresentado durante o High Level Political Forum 2017, em Nova York, o documento reforça o empenho do Brasil em trilhar o caminho para a implementação dos Objetivos Globais. Uma das principais contribuições da Rede Brasil para a disseminação dos Objetivos Globais envolveu a produção do estudo Integração dos ODS na Estratégia Empresarial, que abordou como empresas do Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG) – o comitê gestor da Rede Brasil do Pacto Global – têm buscado se comprometer com a Agenda 2030, seja de forma positiva ou negativa. Iniciado em agosto de 2016 e concluído em fevereiro de 2017, o estudo demonstrou que, além de estabelecer desafios, os ODS também podem ser implementados às estratégias corporativas e contribuir para a inovação em produtos e serviços e para a abertura de novos mercados. Os ODS também foram tema de palestras e workshops promovidos pela Rede Brasil. Ao longo deste ano, o workshop sobre o guia SDG Compass foi organizado em diversas cidades – São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói (RJ), Belo Horizonte, Curitiba e João Pessoa –, além de capacitações in company. O treinamento disponibiliza ferramentas importantes para posicionar os Objetivos Globais no centro das estratégias de negócio. De acordo com Carlo Pereira, Secretário Executivo da Rede Brasil do Pacto Global, a troca de experiências e informações sobre a implementação dos ODS na estratégia empresarial, utilizando o SDG Compass como referência, é uma das principais ações da iniciativa. “Além disso, estamos em constante contato com governos e ONGs no que tange a implementação dessa agenda no País, inclusive acompanhando o desenvolvimento da Comissão Nacional dos ODS”, explica. Pereira ainda salienta que é um dever de todos estar comprometido com o atingimento das metas propostas pelos ODS, em especial o setor privado. “Os ODS estão inteligados e, por isso, as organizações podem começar empreendendo esforços a um ou alguns ODS. O importante é dar o primeiro passo para agregá-los às estratégias empresariais”, afirma. (Rede Brasileira do Pacto Global/Envolverde)

O post Dois anos dos ODS: desafios e conquistas apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Por em: Blogs e Portais, Destaques, Envolverde, ONU Comentários
Sem comentários
Tags:
Leia mais

Rede Mulheres pela Sustentabilidade

A REDE DE MULHERES realizou em parceria com o Itaú Mulher Empreendedora uma roda de conversa para debater a pesquisa "Produzir, Consumir, viver e Imaginar: padrões sustentáveis de uso do tempo". Vários depoimentos emocionantes foram compartilhados na ocasião. Confira um pouquinho do que foi o encontro.#Itaú, #ItaúMulherEmpreendedora Posted by Rede de Mulheres Brasileiras Líderes pela Sustentabilidade on Sunday, April 9, 2017

O post Rede Mulheres pela Sustentabilidade apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Por em: Blogs e Portais, Envolverde, ONU Comentários
Sem comentários
Tags:
Leia mais

Brasil na COP 23, da Alemanha

por Thomas Augusto, especial para a Envolverde –  O que esperar das resoluções ambientais do país na conferência ambiental da ONU Depois de uma COP 21 de muita esperança, uma COP 22 de muita cautela, a próxima deve prometer ânimos acalorados dos chefes de estado, afinal, essa será a primeira Conferência de Trump. A edição desse ano acontecerá em Bonn, na Alemanha, e será presidida por Fiji, que terá a difícil missão de promover o andamento e cumprimento do Acordo de Paris, enquanto mostra ao mundo os desastres ambientais já causados pelo aquecimento global – isso, sem contar que terá que manter na rédea os EUA. Não será fácil. Mas, nesse barulho todo, onde se encontra o Brasil? Segundo o secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, “Seis ou sete anos atrás, o Brasil chegava às COPs, um dos diplomatas fazia o anúncio da taxa de desmatamento e isso era seguido de uma salva de palmas porque significava que o Brasil estava enfrentando o desafio de reduzir o desmatamento e, com isso, diminuindo muito suas emissões”. Mas a situação já não é mais a mesma. Ano passado, o Brasil apresentou à COP um cenário oposto. Um aumento de 24% do desflorestamento na Amazônia em 2015 e a alta da violência no campo. Porém, engana-se quem achava que esse seria o fundo do poço. As previsões para 2016 apontam uma alta de quase 30% no desmatamento amazônico. Ou seja, a pior taxa desde 2008. “Agora não existe mais ambiente para aplausos. Pelo contrário, o presidente Michel Temer ter criado um ambiente onde as questões socioambientais são moeda de troca para conseguir votos no Congresso é constrangedor por si só”, complementa Rittl. Prova disso, são os recentes projetos no Congresso que visam minar o meio-ambiente brasileiro. O texto que muda o licenciamento ambiental no país já possui seis problemas identificados pelo Ibama. Um decreto de lei em trâmite prevê que crimes ambientais poderão ser pagos em serviços. Outro projeto de lei visa alterar os limites da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, reduzindo o nível de proteção ambiental da área. E a lista continua… O único possível ponto positivo na COP 23, o RenovaBio, nova política para biocombustíveis, ainda peca ao não estabelecer metas mais claras. Talvez seja tempo de repensar onde perdemos o rumo. Talvez devemos entender que interesse político e meio-ambiente juntos são muito perigosos. (Envolverde)  

O post Brasil na COP 23, da Alemanha apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Por em: Blogs e Portais, Destaques, Envolverde, Governo, ONU Comentários
Sem comentários
Tags: , , ,
Leia mais

O poder dos estados insulares do Pacífico

por Caroline Ligório, especial para a Envolverde –  Nações que podem desaparecer ganham destaque na COP 23  As atenções estarão voltadas para os pequenos estados insulares em desenvolvimento (SIDS) nos dias 6 a 17 de novembro em Bonn na Alemanha. A 23ª Conferência das Partes organizada pela Secretaria das Nações Unidas para Mudanças Climáticas com o apoio da Alemanha será presidida pelo primeiro-ministro de Fiji, Frank Bainimarama. Frank Bainimarama será responsável por demonstrar ao mundo a urgência de se impedir o avanço do aquecimento global, o aumento das temperaturas e as consequências naturais que colocam em risco a sobrevivência das populações e a existência desses Estados. O degelo das geleiras e o aumento do nível do mar, estimado em 28cm a 89cm, causará num futuro próximo (até 2100) o desaparecimento do país que está apenas 5 metros a cima do nível do mar. A crescente intensidade dos ciclones, inundações, secas e o aumento do nível do mar provocam catástrofes e perdas irreparáveis.  As nações vulneráveis não possuem capacidade e recursos para atender suficiente e adequadamente a soma dos desafios. Os Estados com menor contribuição para as mudanças climáticas são aqueles que há anos pagam essa conta. Os eventos climáticos extremos ameaçam e prejudicam a terra, a agricultura, os alimentos, a água potável e a economia, de países como: Ilhas Cook, Fiji, Kiribati, Ilhas Marshall, Estados Federados da Micronésia, Nauru, Niue, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Ilhas Salomão, Timor-Leste, Tokelau, Tonga, Tuvalu e Vanuatu. O primeiro-ministro de Fiji será o porta voz dessa luta representando as demais regiões insulares, que podem desaparecer do mapa em poucos anos e todos os 7,5 bilhões de seres humanos. Logo, a implementação do Acordo de Mudança Climática de Paris é uma questão de sobrevivência. As Ilhas Fiji no Pacífico foi o primeiro país a ratificar o Acordo de Paris. Em 2014, uma comunidade de 30 famílias foi realocada com o avanço do nível do mar. Ao mesmo tempo em que é afetada, Fiji também recebe refugiados climáticos vindos de outras localidades, como Kiribati. Em 2016, a passagem do ciclone Winston com ventos de 230 km/h e rajadas de 325km/h deixou 5 mortos, muita destruição nas cidades e a população sem acesso à água potável. 94% das famílias de Kiribati foram impactadas por riscos naturais nos últimos 10 anos, sendo que 81% foram afetados pelo aumento do nível do mar, que sobe em média 1,2 centímetros por ano – 4 vezes mais rápido do que a média mundial. Em 2015, Tuvalu sofreu com a passagem do ciclone Pam uma tempestade de categoria 5 que matou pelo menos 15 pessoas e deixou US$ 360 milhões em prejuízos. Perdas com as plantações e alimentos também tem prejudicado o estilo de vida da população e tornado ainda mais inviável a sobrevivência no país que há anos corre contra o tempo para impedir o decreto de seu fim. O aumento do nível do mar (76% dos inquiridos), a invasão de água salgada (74%), a seca (72%) e as inundações (71%) são […]

O post O poder dos estados insulares do Pacífico apareceu primeiro em Envolverde – Revista Digital.

Por em: Blogs e Portais, Destaques, Envolverde, ONU Comentários
Sem comentários
Tags: , ,
Leia mais
©
Pryzant Deisgn