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COP 23: Pagamento por Serviços Ambientais avança no Brasil

Por Alice Marcondes, enviada especial da Envolverde para a COP23 – Agência Nacional de Águas IBAMA mostram iniciativas de Pagamento por Serviços Ambientais como esperança no enfrentamento ao desmatamento O Pagamento por Serviços Ambientais ganhou força no Brasil nas últimas décadas. O conceito não é ainda amplamente disseminado, mas tem sido a escolha de muitas organizações no desenho de seus modelos de conservação ambiental. Nesta segunda-feira (13), na Conferência do Clima da ONU (COP 23), que acontece em Bonn, na Alemanha, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentaram suas ações no tema. O chefe de Gabinete da ANA, Horácio Figueiredo, falou do Programa Produtor de Água, que promove a melhoria da quantidade e a qualidade de água, por meio de incentivo financeiros aos produtores. “Se a pessoa tem uma nascente na propriedade e ela estiver degradada, nós ajudamos a recuperar. Cercamos, reflorestamos e quando ela estiver boa e gerando água, passamos a remunerar pelo serviço ambiental que ela presta”, explica. O recurso para este pagamento vem de um grupo de interessados e, segundo Horácio, a ANA costuma financiar apenas cerca de 20% do montante. “Nós colocamos na mesa de negociação os governos locais (estado e município), empresas que se beneficiem da bacia em questão, o Comitê de Bacias e outros atores que possam existir. Todos os beneficiados contribuem e assim temos o recurso para a remuneração”, diz. Dentre as empresas que costumam apoiar, estão principalmente aquelas que têm na água sua principal matéria prima, como as fabricantes de bebidas, companhias de saneamento ou as hidrelétricas. “A Itaipu Binacional, por exemplo, tem um programa mundialmente reconhecido de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA). Chama Cultivando Água Boa. Não é nosso, mas é um modelo muito semelhante”, comenta o chefe de gabinete. No Programa Produtor de Água os proprietários rurais recebem ainda assistência técnica e ajudam na divulgação do projeto. “O boca a boca é o nosso melhor marketing. Um produtor conta para o outro e eles vão aderindo. Tudo de forma voluntária. Já temos mais de 80 projetos em andamento, envolvendo mais de dois mil produtores”, relata Horácio. O sucesso de iniciativas como estas influenciaram o IBAMA a buscar desenhos semelhantes. O órgão já está à frente do Comitê InterFederativo (CIF), que acompanha a implementação do Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado entre a mineradora Samarco e o poder público, para a reparação e compensação dos impactos da tragédia de Mariana. “O maior impacto ambiental do rompimento da barragem está no Rio Doce e os demais rios da Bacia. Por isso o TTAC estabelece a recuperação de cinco mil nascentes e o reflorestamento de 40 mil hectares de áreas de preservação ambiental. E isso está sendo feito em parceria com os produtores rurais. A Fundação Renova (entidade criada para gestão do dinheiro das multas ambientais aplicadas aos responsáveis pelo desastre ambiental do Rio Doce) dá assistência técnica, dá as mudas,  o produtor cerca e recupera […]

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COP 23: Itaipu Binacional apresenta suas boas práticas

Por Alice Marcondes, enviada especial da Envolverde para a COP23 – Na COP 23, o intercâmbio de experiências empresariais de redução de emissões e mitigação de impacto procura demonstrar o papel das empresas rumo às metas de Paris Enquanto as delegações dos países fazem na Bula Zone as rodadas de negociações para a implementação do acordo de Paris, em Bonn Zone, stands de empresas e sociedade civil são painéis de boas práticas, expondo ações que colaboram para que o mundo atinja a meta de frear o aquecimento global, mantendo índices de até 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. No sábado (12) foi a vez da Itaipu Binacional apresentar algumas de suas iniciativas em uma mesa de debates na Conferência do Clima da ONU (COP 23), que acontece desde o dia 6, em Bonn, na Alemanha. A empresa divide seu território entre Brasil e Paraguai e ambos os países se comprometeram de maneira ambiciosa na redução de emissões de gases poluentes. “São 10% de redução no Paraguai e 37% no Brasil até 2030.  Não há como atingir essas metas sem todas as organizações trabalhando juntas, apoiando os governos. E, ocupar o posto de maior hidrelétrica do mundo nos coloca com ainda mais responsabilidade”, comenta Norman Breuer, assessor especial de meio ambiente da empresa. Por ter o seu modelo de negócio baseado em água e energia, a empresa desenvolve ações ligada à garantia destes recursos. “A principal delas é a conservação de florestas. Estamos inseridos na Mata Atlântica, que é um bioma altamente devastado. Então, investimos em áreas protegidas. Já plantamos mais de 20 milhões de árvores nos últimos 30 anos. Temos essa visão de grandes áreas protegidas e fragmentos de florestas intercalados com corredores biológicos, criando um mosaico. A mata melhora o solo, segura a erosão, garante a vida das nascentes e funciona como um filtro para a água”, conta Breuer. São estas áreas protegidas também as responsáveis por sequestrar carbono em índices que permitem à empresa apresentar um resultado negativo de emissões de CO2. “Em 2016 emitimos -5.359.940 de toneladas de CO2. Segundo o WWF, a nossa floresta atlântica do Alto Paraná sequestrou 568 toneladas de CO2 nos últimos 30 anos neste território”, orgulha-se o assessor. Além dos benefícios ambientais, Ariel da Silva, gerente de meio ambiente do lado brasileiro da empresa, acredita que as ações de conservação hoje já começam a ser encaradas como um fator de garantia para os investidores. “Há vinte anos, quando eu trabalhava em bancos, eu diria que seria muito difícil convencer empresas de que precisam se envolver em ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). Nós já estávamos atentos aos riscos das mudanças climáticas em financiamentos errôneos, mas era muito difícil falar disso com os investidores. Hoje em dia os riscos são mais evidentes. Empresas quebram por conta da mudança climática”, diz. Ele lembra que uma boa forma de demonstrar aos investidores o comprometimento, é a obtenção de certificações. “Nós conseguimos em 2015 o selo LIFE, que é uma certificação que reconhece organizações que adotam estratégias em […]

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COP 23: Diversificação para um futuro 100% renovável

por Alice Marcondes, especial para a Envolverde diretamente de Bonn, na Alemanha – Especialistas apontam uma matriz energética diversa, sustentada em eólica, solar e hídrica, como caminho na transição para um modelo mais limpo Podemos chegar a 2030 com uma matriz energética 100% renovável. Esta é a opinião de 71% dos especialistas ouvidos em uma pesquisa realizada pela organização REN 21. Os dados são parte do Renewables Global Futures Report e foram assunto do debate do dia 10 na Conferência do Clima da ONU (COP 23), em Bonn, na Alemanha, em uma conversa promovida pela Itaipu Binacional. A empresa reuniu diferentes atores do setor de geração energética para discutir ações implementadas rumos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS’s) 6 e 7. As metas tratam de água e energia e são parte da lista de 17 objetivos ratificados em 2015 pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na lista de tarefas estão missões ambiciosas de eficiência energética, cooperação internacional e universalização do acesso a ambos os recursos. O diretor executivo da Itaipu, Helio Amaral, destacou que, ocupando o posto de maior hidrelétrica do mundo, é natural que a organização coloque no cerne de seus negócios a manutenção de sua principal matéria-prima: a água. O diretor explicou que a empresa desenvolve ações customizadas no Cultivando Água Boa, um amplo programa de cuidados com as microbacias da região. “Fazemos tudo com a participação da comunidade local e promovendo o desenvolvimento regional. Consideramos a segurança da água como parte dos nossos negócios”, disse. As ações envolvem recuperação de nascentes, capacitação de agricultores, reflorestamento e também a diversificação da matriz energética. A empresa investe em geração de biogás a partir de dejetos dos animais e em breve deve colocar em funcionamento placas de geração de energia solar, porém, ainda em sistema piloto e sem objetivos de comercialização. Para Cristine Lins, secretária-executiva da REN 21, o caminho é correto. “A energia hidroelétrica tem sido uma pilastra no avanço das renováveis, mas é preciso desenvolver as demais energias para chegarmos em uma matriz equilibrada e 100% renovável”, comentou. Ela destacou que os investidores tem apostado mais em outras fontes, como a solar. “A China, em 2016 ampliou em 34,5 GW capacidade instalada de geração de energia solar, aumentando em 45% seu potencial”, ressaltou. Este equilíbrio entre as fontes é também o caminho para que investidores abracem de vez o setor. James Close, diretor de mudanças climáticas do World Bank Group, explica que a diversificação pode trazer mais segurança em um cenário de imprevisibilidade da disponibilidade de água. “Os padrões erráticos das chuvas e as secas e enchentes mais frequentes tem impactos severos quando falamos da falta de água. Para financiar projetos precisamos garantir todos estes aspectos. Assim os investidores podem entender os problemas e os riscos também”, comentou. Richard Taylor, diretor executivo da International Hydropower Association, corroborou com a abordagem. “Não existe uma tecnologia única que seja a solução para a energia limpa. Precisamos de uma sinfonia de renováveis para o futuro”, enfatizou. Ele destacou ainda o exemplo […]

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Climate e iCS levam jovens jornalistas para a COP 23 na Alemanha

Por Alessandra Petraglia, Heloisa Aun e Lucas Veloso, especial da COP23 –  O evento é considerado o principal fórum internacional para o debate sobre mudanças climáticas Três jovens jornalistas, um sonho em comum: promover a discussão sobre mudanças climáticas de forma didática e aprofundada. Foi com esse propósito que Alessandra Petraglia, Heloisa Aun e Lucas Veloso participaram, em 2016, da primeira edição do concurso Climate Journalism – criado para premiar conteúdos sobre clima feitos por estudantes de jornalismo. A dupla Alessandra e Heloisa (Faculdade Cásper Líbero) ganhou o prêmio com a reportagem “Desnaturalização dos desastres no Brasil” e Lucas (Universidade Nove de Julho) venceu o segundo lugar com a matéria “‘Gasto seis horas no transporte público, todo dia’: o desafio da mobilidade na periferia de SP”. Agora recém-formados, os jornalistas vão participar de um novo e importante desafio: fazer a cobertura da COP 23, a 23ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (da sigla em inglês, UNFCC), que acontecerá em Bonn, na Alemanha, entre 6 e 17 de novembro deste ano. A iniciativa é encabeçada pelo Climate Journalism, com o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS). O evento é considerado o principal fórum internacional para o debate de questões relacionadas às mudanças do clima. Várias decisões importantes sobre o tema a nível global resultaram de negociações realizadas em edições anteriores da conferência, como o Acordo de Paris, negociado na COP 21, em 2015. A cobertura da COP 23 será feita em parceria com os sites Catraca Livre, Envolverde e a Mural – Agência de Jornalismo das Periferias. A cobertura da COP 23 é uma parceria entre o Climate Journalism e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) para incentivar a produção de jovens jornalistas sobre temas relacionados às mudanças climáticas e a mobilidade urbana. 

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Movimentos sociais do campo criticam Acordo de Paris durante a COP23

Paula Bonfatti, da Agência Jovem de Notícias –  “O Acordo de Paris baseia-se na comodização da natureza, nos mercados de carbono, e não tem efeito vinculante”, afirmou a representante da organização internacional Via Campesina no primeiro dia da 23ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP23) em Bonn, na Alemanha. Do dia 6 ao dia 17 de novembro, a COP23 traz cerca de 20 mil pessoas de mais de 200 países do mundo para a antiga capital alemã. Além das negociações, a conferência conta com um espaço para eventos paralelos, que serve como plataforma para a promoção das agendas da sociedade civil e dos movimentos populares, setores regularmente excluídos das negociações oficiais. Um dos principais objetivos da COP23 é estabelecer mecanismos e processos de mensuração para os países que se comprometeram com o Acordo de Paris (2015), um esforço para reduzir as emissões de carbono e conter os efeitos do aquecimento global. No entanto, durante o painel “Agroecologia camponesa alimenta as pessoas e esfria o planeta”, na última segunda-feira (6), representantes de organizações camponesas de diferentes regiões do mundo questionaram a eficácia do documento e compartilharam experiências de resistência e resiliência a partir da agroecologia. “Entendemos que a agroecologia é uma resposta real e concreta para o tema das mudanças climáticas, ela responde à um modelo convencional, industrial e explorador”, afirmou Jesus Vázquez, representante da Organização Boricuá de Agricultura Ecológica em Porto Rico e membro da Via Campesina na região do Caribe. No mês de setembro, Porto Rico foi atingido pelo Furacão Maria, que deixou 80% da população sem eletricidade por um mês, 5.300 pessoas desabrigadas e aproximadamente 1,5 milhão sem acesso à água potável. “Ocupar espaços como a COP é muito importante para denunciar, resistir e dar visibilidade aos efeitos climáticos”, afirmou Jesus. As mudanças climáticas causadas pelas atividades humanas têm grande influência no potencial devastador dos desastres ambientais. Acordo de Paris: metas voluntárias não serão suficientes Em 2015, o Acordo de Paris definiu um teto de 2°C em relação às temperaturas médias do período pré-industrial, determinando automaticamente um limite máximo de partículas de gases de efeito estufa em suspensão na atmosfera. Assim, o acordo tem como grande desafio acompanhar de forma precisa a evolução das emissões de gases de efeito estufa de cada país. No entanto, apesar de bem intencionado, o documento não aponta quais os setores produtivos e econômicos deveriam ser mais regulados, ou seja, aqueles com maior participação nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, toda ação em favor da proteção do meio ambiente coloca limitações aos setores industriais e corporativos. Uma regulação internacional das atividades de setores específicos reduziria seu volume de negócios e o Produto Interno Bruto (PIB) de quase todos os países. No caso do Brasil, por exemplo, teríamos que limitar a produção dos setores do agronegócio e petroleiro, ambos com grande influência e poder político no país. A agroecologia como resposta às mudanças climáticas Por outro lado, movimentos sociais do campo afirmam que mudanças estruturais na indústria de alimentos é a resposta mais rápida e concreta no enfrentamento das mudanças climáticas e garantia […]

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O que o Observatório do Clima espera da COP23

por Observatório do Clima –  A 23a Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas começa nesta segunda-feira (6/11) em Bonn, Alemanha, com a missão de avançar no desenho do livro de regras do Acordo de Paris. É a primeira COP presidida por uma nação insular do Pacífico, Fiji, cuja própria existência é ameaçada pelo aumento do nível do mar em decorrência do aquecimento global. É também a primeira COP a ocorrer depois do anúncio da saída dos EUA do Acordo de Paris. O Brasil chega à reunião com dupla personalidade: progressista do ponto de vista da negociação, com seus diplomatas dispostos a sair dela com um desenho do manual de implementação do acordo; mas tragicamente regressivo do ponto de vista da política interna, e com a maior alta em suas emissões em 13 anos. Veja aqui o que o Observatório do Clima espera da “COP do Pacífico” e do Brasil. O que Fiji-Bonn precisa entregar O rascunho do manual –Apesar de já estar em vigor há um ano, o Acordo de Paris ainda não teve definidas as regras de sua implementação. Como as metas nacionais (NDCs) serão monitoradas e reportadas? Como funcionará o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável? Qual será a arquitetura das futuras NDCs e como será o processo de revisão e aumento de ambição das metas? O complexo manual de aplicação do acordo precisa ficar pronto no ano que vem. Se a COP23 conseguir rascunhar o texto, aumentam as chances de que Paris passe a funcionar efetivamente mais cedo. Um plano para 2018– O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente publicou a nova edição de seu relatório Emissions Gap sobre a dívida climática da humanidade. O relatório alerta que o período de 2018 a 2020 é a última chance de embicar o mundo no rumo da estabilização do aquecimento global em menos de 2oC ou, idealmente, em 1,5oC, aumentando a ambição das NDCs hoje propostas. Para isso, será fundamental o chamado Diálogo Talanoa (chamado formalmente de “Diálogo Facilitativo”), que acontecerá em 2018 e reunirá os países para discutir como ampliar a ambição, tanto das metas de corte de emissões quando das de financiamento. Fiji-Bonn precisa entregar uma proposta para a realização desse diálogo que tenha amplo apoio dos países. O “pacote de solidariedade” –Espera-se que a presidência de Fiji faça a COP23 avançar em elementos cruciais para os países vulneráveis: o mecanismo de perdas e danos, pelo qual nações possam receber ajuda pelos danos das mudanças climáticas aos quais seja impossível se adaptar, como superfuracões; e o financiamento à adaptação nos países pobres, por meio do fundo de adaptação. Sem isso, qualquer conversa sobre aumento de ambição em 2018 e 2020 ficará prejudicada. Um sinal político claro aos EUA– Os Estados Unidos tendem a dominar o noticiário da COP23 após o anúncio feito por Donald Trump de que o país se retiraria do Acordo de Paris. É incerto se a diplomacia americana tentará bloquear o progresso em Bonn ou terá uma atuação discreta. Mas o comportamento de […]

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O que o Observatório do Clima espera da COP23

por Observatório do Clima –  A 23a Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas começa nesta segunda-feira (6/11) em Bonn, Alemanha, com a missão de avançar no desenho do livro de regras do Acordo de Paris. É a primeira COP presidida por uma nação insular do Pacífico, Fiji, cuja própria existência é ameaçada pelo aumento do nível do mar em decorrência do aquecimento global. É também a primeira COP a ocorrer depois do anúncio da saída dos EUA do Acordo de Paris. O Brasil chega à reunião com dupla personalidade: progressista do ponto de vista da negociação, com seus diplomatas dispostos a sair dela com um desenho do manual de implementação do acordo; mas tragicamente regressivo do ponto de vista da política interna, e com a maior alta em suas emissões em 13 anos. Veja aqui o que o Observatório do Clima espera da “COP do Pacífico” e do Brasil. O que Fiji-Bonn precisa entregar O rascunho do manual –Apesar de já estar em vigor há um ano, o Acordo de Paris ainda não teve definidas as regras de sua implementação. Como as metas nacionais (NDCs) serão monitoradas e reportadas? Como funcionará o Mecanismo de Desenvolvimento Sustentável? Qual será a arquitetura das futuras NDCs e como será o processo de revisão e aumento de ambição das metas? O complexo manual de aplicação do acordo precisa ficar pronto no ano que vem. Se a COP23 conseguir rascunhar o texto, aumentam as chances de que Paris passe a funcionar efetivamente mais cedo. Um plano para 2018– O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente publicou a nova edição de seu relatório Emissions Gap sobre a dívida climática da humanidade. O relatório alerta que o período de 2018 a 2020 é a última chance de embicar o mundo no rumo da estabilização do aquecimento global em menos de 2oC ou, idealmente, em 1,5oC, aumentando a ambição das NDCs hoje propostas. Para isso, será fundamental o chamado Diálogo Talanoa (chamado formalmente de “Diálogo Facilitativo”), que acontecerá em 2018 e reunirá os países para discutir como ampliar a ambição, tanto das metas de corte de emissões quando das de financiamento. Fiji-Bonn precisa entregar uma proposta para a realização desse diálogo que tenha amplo apoio dos países. O “pacote de solidariedade” –Espera-se que a presidência de Fiji faça a COP23 avançar em elementos cruciais para os países vulneráveis: o mecanismo de perdas e danos, pelo qual nações possam receber ajuda pelos danos das mudanças climáticas aos quais seja impossível se adaptar, como superfuracões; e o financiamento à adaptação nos países pobres, por meio do fundo de adaptação. Sem isso, qualquer conversa sobre aumento de ambição em 2018 e 2020 ficará prejudicada. Um sinal político claro aos EUA– Os Estados Unidos tendem a dominar o noticiário da COP23 após o anúncio feito por Donald Trump de que o país se retiraria do Acordo de Paris. É incerto se a diplomacia americana tentará bloquear o progresso em Bonn ou terá uma atuação discreta. Mas o comportamento de […]

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Itaipu é parceira da ONU Mudanças Climáticas na Conferência do Clima COP 23

Binacional é a única empresa latino-americana que irá expor, dentro do pavilhão da ONU, soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas A Itaipu Binacional será uma das instituições parceiras da Secretaria das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (United Nations Climate Change Secretariat – UNFCCC, em inglês) na Conferência do Clima da ONU (COP 23), em Bonn, Alemanha, de 6 a 17 de novembro. Durante a COP 23, que reunirá representantes de governos e chefes de estado de todo o mundo, serão discutidas estratégias de redução de emissões e de resiliência às mudanças climáticas, alinhadas com o Acordo de Paris. O acordo, que foi adotado pelas nações presentes na COP 21 em 2015 e que entrou em vigor menos de um ano após, tem o objetivo de manter a elevação da temperatura global neste século abaixo de 2 graus C e, preferencialmente, não superior a 1,5 grau C. A Itaipu será a única empresa latino-americana na condição de parceira da UNFCCC na conferência. A parceria se deu em reconhecimento às diversas ações na empresa para a produção de energia limpa e renovável, segurança hídrica, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável em sua área de influência. Esses projetos serão apresentados em detalhes no Pavilhão Momento para a Mudança, da UNFCCC, em Bonn. E, em parceria com o órgão da ONU, a binacional também irá promover dois seminários: “Nexo Água-Energia: Como a geração hidrelétrica pode liderar o desenvolvimento sustentável em um ambiente em mudança”, no dia 10 (Dia da Energia) e “Serviços Ecossistêmicos e Biodiversidade”, no dia 12 (Dia da Água). Sobre parcerias da ONU Mudanças Climáticas A colaboração entre a ONU Mudanças Climáticas e a Itaipu faz parte de uma série de parcerias entre o órgão das Nações Unidas e stakeholders importantes, incluindo o setor privado, para apoiar a ação climática. Os parceiros são formalmente reconhecidos e recebem grande visibilidade por meio do site da UNFCCC e suas redes sociais, conferências e atividades com a imprensa, visando alcançar uma audiência global. As parcerias para a COP 23 promovem o crescente envolvimento de stakeholders não diretamente associados à UNFCCC, como na Marrakesh Parthership for Global Climate Action (MPGCA), ou Parceria Marrakesh pela Ação Climática Global, em tradução livre. A MPGCA foi lançada na COP 22 pela Conferência das Partes, convidando explicitamente os stakeholders não associados, incluindo setor privado, a participar da ação climática e do Acordo de Paris. Todos os atores da sociedade são fortemente encorajados a incrementar seus esforços e a apoiar ações para reduzir emissões, bem como construir resiliência e diminuir a vulnerabilidade a efeitos adversos da mudança climática. A Itaipu A usina de Itaipu, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai, é a hidrelétrica que mais produz energia no mundo. Neste mês de novembro, atinge a marca de 2,5 bilhões de Megawatts-hora (MWh) de produção acumulada (o fornecimento de eletricidade começou em 1984). Em 2016, a usina estabeleceu uma nova marca mundial em geração anual, com 103,1 milhões de MWh. Essa produção responde por 17% do consumo de energia elétrica […]

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Dois anos dos ODS: desafios e conquistas

 Por David Medina, para a Rede Brasileira do Pacto Global –  Há exatos dois anos, em 25 de setembro de 2015, o mundo passou a conhecer novos parâmetros para um futuro mais sustentável e resiliente, baseados em um plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Fruto de longas consultas e debates entre governos, academia, sociedade civil e setor privado, ela foi lançada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável e lista os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com 169 metas que englobam as esferas ambientais, sociais e econômicas de forma integrada e indivisível. Desde então, o Pacto Global da ONU vem engajando o setor privado em prol dos Objetivos Globais em quase 170 países, estabelecendo-se como a iniciativa interlocutora entre os ODS e as empresas. No Brasil, a Rede Brasil do Pacto Global promove diversas ações para impulsionar a participação corporativa na construção de um mundo mais sustentável e justo até 2030. Por este motivo, a Rede Brasil ganhou destaque no Relatório Nacional Voluntário sobre os ODS devido ao protagonismo em difundi-los para o setor privado. Apresentado durante o High Level Political Forum 2017, em Nova York, o documento reforça o empenho do Brasil em trilhar o caminho para a implementação dos Objetivos Globais. Uma das principais contribuições da Rede Brasil para a disseminação dos Objetivos Globais envolveu a produção do estudo Integração dos ODS na Estratégia Empresarial, que abordou como empresas do Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG) – o comitê gestor da Rede Brasil do Pacto Global – têm buscado se comprometer com a Agenda 2030, seja de forma positiva ou negativa. Iniciado em agosto de 2016 e concluído em fevereiro de 2017, o estudo demonstrou que, além de estabelecer desafios, os ODS também podem ser implementados às estratégias corporativas e contribuir para a inovação em produtos e serviços e para a abertura de novos mercados. Os ODS também foram tema de palestras e workshops promovidos pela Rede Brasil. Ao longo deste ano, o workshop sobre o guia SDG Compass foi organizado em diversas cidades – São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói (RJ), Belo Horizonte, Curitiba e João Pessoa –, além de capacitações in company. O treinamento disponibiliza ferramentas importantes para posicionar os Objetivos Globais no centro das estratégias de negócio. De acordo com Carlo Pereira (foto à esquerda), Secretário Executivo da Rede Brasil do Pacto Global, a troca de experiências e informações sobre a implementação dos ODS na estratégia empresarial, utilizando o SDG Compass como referência, é uma das principais ações da iniciativa. “Além disso, estamos em constante contato com governos e ONGs no que tange a implementação dessa agenda no País, inclusive acompanhando o desenvolvimento da Comissão Nacional dos ODS”, explica. Pereira ainda salienta que é um dever de todos estar comprometido com o atingimento das metas propostas pelos ODS, em especial o setor privado. “Os ODS estão inteligados e, por isso, as organizações podem começar empreendendo esforços a um ou alguns ODS. O importante é dar o primeiro passo para agregá-los às […]

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Entenda a saída dos EUA e Israel da Unesco

por Ana Luiza Basilio, para a Carta Educação – Na última semana, os Estados Unidos e Israel anunciaram a saída da Unesco, agência das Nações Unidas voltada para a Educação, Ciência e Cultura. O país norte-americano foi o primeiro a anunciar a saída, alegando um viés anti-Israel por parte da agência e a necessidade de reformas. Demorou pouco para que Israel seguisse a decisão. Para entender os possíveis impactos do episódio, o Carta educação levou algumas questões ao professor do Instituto de Relações Internacionais da USP, Carlos Eduardo Lins da Silva. Confira! Como o senhor avalia a contribuição da Unesco? A Unesco, a exemplo de todas as entidades do sistema das Nações Unidas, tem sido importantíssima para melhorar a condição de vida de pessoas em todo mundo, ao promover, no seu caso específico, valores da educação, da ciência e da cultura. A ideia das Nações Unidas e suas realizações, entre elas a Unesco, sem a menor sombra de dúvida, são uma das grandes realizações humanas do século 20 e continuam a ser fundamentais para o mundo neste século. A que atribui as saídas dos EUA e Israel da organização? A  justificativa para a saída dos EUA e de Israel são sucessivas decisões tomada pela organização consideradas por americanos e israelenses como indícios de preconceito contra Israel. Como as avalia? Sem entrar no mérito das decisões que serviram de pretexto para a saída dos EUA, ela é lamentável e confirma a tendência do governo Trump de distanciar seu país da comunidade multilateral, o que está sendo e será ruim para o mundo, mas especialmente para os próprios EUA. Trump tem adotado posições e tomado iniciativas que isolam seu país e o isolam da maneira mais nefasta possível. Ao retirar-se do acordo de mudanças climáticas, de tratados de livre comércio, do histórico entendimento multilateral sobre o programa nuclear iraniano, entre outras medidas equivocadas, Trump coloca os EUA na condição mais reacionária e chauvinista de sua história recente. Há impactos negativos para a comunidade internacional e os países membros? Sem dúvida. A ausência na UNESCO de uma nação de tamanha importância cultural, econômica e política como são os EUA certamente vai prejudicar a organização e seus muitos projetos beneméritos. Mas a UNESCO sobreviverá. Não custa lembrar que os EUA já estiveram fora da UNESCO por quase 20 anos (de 1984 a 2003), por decisão de outro presidente ultraconservador, Ronald Reagan, e já não vinham pagando suas devidas contribuições financeiras desde 2011. Nem por isso a UNESCO se acabou.

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