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Uma Rápida Introdução à Economia Social de Mercado – As 5 Perguntas Mais Frequentes

Marcus Marktanner, Universidade Estadual de Kennesaw O que é Economia Social de Mercado? O conceito da Economia Social de Mercado busca “equilibrar a liberdade no mercado com o desenvolvimento social equitativo”. O conceito da Economia Social de Mercado foi desenvolvido na Alemanha entre as guerras mundiais. Durante esse período, a Alemanha encontrava-se em turbulência econômica e política. Considerando a queda brusca do mercado de ações de 1929 e a subsequente Grande Depressão, o capitalismo sem interferência governamental foi considerado como tendo falhado, causando mais danos do que benefícios. Ao mesmo tempo, o socialismo e o fascismo estavam em ascensão. O conceito de Economia Social de Mercado foi desenvolvido como um sistema econômico que visa evitar o totalitarismo do socialismo e do fascismo. O objetivo principal era aprender com os erros do capitalismo livre de interferências governamentais e corrigir os fracassos do mercado livre para que a liberdade do mercado e o desenvolvimento social equitativo possam caminhar lado a lado. Embora a Economia Social de Mercado tenha sido desenvolvida na Alemanha para a Alemanha pósSegunda Guerra Mundial, ela não é um modelo alemão. É mais como um carro alemão que foi desenvolvido e montado na Alemanha, com muitos componentes de todo o mundo e que pode ser dirigido em todas as estradas do mundo. Qual é a diferença da Economia Social de Mercado no Socialismo e no Capitalismo sem Interferência Governamental? Há duas diferenças bem claras entre o conceito de Economia Social de Mercado, o capitalismo de laissez-faire, ou sem interferência governamental, e o socialismo. Essas diferenças referem-se a diferentes interpretações da natureza do ser humano e do modelo de constituição econômica. No capitalismo do laissez-faire, os atores econômicos, enquanto pessoas físicas, são retratados como perseguindo somente seu interesse próprio, e conclui-se que a busca do próprio interesse deve ser o âmago da constituição econômica. No socialismo, as pessoas são vistas como motivadas apenas pelo bem comum e conclui-se que a subordinação ao bem comum deve ser o âmago da constituição econômica. Para os Economistas do Mercado Social, as pessoas são dotadas de um impulso primário de interesse próprio e de um impulso secundário e descendente de solidariedade, de onde se conclui que “a Liberdade com uma Responsabilidade Social” deve estar no âmago da constituição econômica. Como a Economia Social de Mercado, o Capitalismo de Laissez-Faire e o Socialismo olham para o Mercado Livre? No capitalismo de laissez-faire, os mercados sempre funcionam. Todas as pessoas têm sempre as mesmas oportunidades econômicas. Duas crianças que são igualmente dotadas, mas uma nascida em berço rico e a outra na pobreza, poderiam realizar exatamente a mesma coisa na vida. A criança pobre simplesmente teria que depender de empréstimos bancários (perfeitamente competitivos), enquanto que a criança rica poderia contar com o apoio financeiro dos pais. Não há necessidade de o governo ajudar de alguma forma a criança pobre. No socialismo, os mercados nunca funcionam para o bem da sociedade. Na verdade, os mercados são considerados muito eficientes. Sendo mais específico, os mercados seriam tão eficientes […]

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Grandes propriedades respondem por 59% da desobediência ao Código Florestal

A informação faz parte da nova análise da Lei Florestal realizada pelo IMAFLORA, Geolab/ESALQ e KHT e que está disponível livremente Quarenta e um milhões de hectares de florestas deixarão de ser restaurados, com o perdão concedido aos proprietários rurais pelo novo Código Florestal, que completará cinco anos no próximo dia 25. A área é equivalente à soma dos estados do Maranhão, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte, dos quais 36,5 milhões de hectares deveriam ser áreas de reservas legais. Independente da anistia, mais 19 milhões de hectares de áreas de preservação permanente e reservas legais precisam ser recuperados para o cumprimento da lei no Brasil. Essas informações fazem parte do novo estudo do Atlas da Agropecuária Brasileira e da parceria entre o IMAFLORA, o Geolab Esalq/USP e da universidade sueca KHT. O trabalho na íntegra pode ser conhecido na edição atual do Sustentabilidade em Debate 5, disponível para download gratuito aqui. Alguns resultados O trabalho aponta que a Mata Atlântica é o bioma que mais perdeu em reserva legal e áreas de preservação permanente, nas propriedades privadas. Traz ainda uma grande novidade ao calcular a vegetação que deixou de ser restaurada, por perfil de imóvel rural.  As grandes propriedades representam apenas 6% do total de imóveis no país, mas possuem 59% da área com déficit de reserva legal ou área de preservação permanente. Os pequenos imóveis, por sua vez, representam 82% do número de imóveis e possuem apenas 6% da área com déficit. De acordo com o Gerd Sparovek(Geolab – Esalq/USP), o estudo dá subsídios para o desenvolvimento de políticas e incentivos econômicos mais assertivos para o cumprimento da lei por produtores, e uma definição mais justa e correta dos incentivos e medidas de controle necessárias. Para Vinicius Guidotti, analista de geoprocessamento do Imaflora a análise inova, porque foi feita a partir da nova malha fundiária do país, revelada pelo Cadastro Ambiental Rural e, por isso, foi possível avaliar a anistia e os déficits de cumprimento da Lei, propriedade a propriedade, permitindo maior precisão ao agregar os resultados por município, regiões administrativas, estado ou bioma. (Imaflora/#Envolverde)    

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Eleitores  jovens se afastam da democracia tradicional

Por Roberto Savio – Em quase todos os países os eleitores mais jovens não comparecem às urnas, isso cria as distorções que elegeram Donald Trump nos EUA e retiram a Inglaterra da União Européia ROMA (IPS) – Após a votação do Brexit, milhares de jovens protestaram nas ruas de Grã-Bretanha expressando seu desacordo em sair da União Europeia. No entanto, segundo as pesquisas, se os jovens fossem em massa às urnas, e não apenas 37% deles, o resultado teria sido o oposto. O sistema político assume que a maioria dos jovens decidiu não votar e tende a ignorar cada vez mais suas opiniões. Isso cria um círculo vicioso onde surgem prioridades que não os representam. A analise eleitoral por trás da crise econômica e social de 2008 e 2009 é clara e oferece evidência nas estatísticas. Votos do Brexit por faixa etária  O Parlamento Europeu realizou uma investigação sobre as eleições europeias de 2014 nos 28 estados membros. Os jovens europeus entre 18 e 24 anos são os mais positivos em relação a União Europeia que os maiores de 55, porém poucos votaram. A presença nas urnas foi maior neste último grupo, dos quais 51% votaram contra apenas 28% dos jovens. Essa distribuição se manteve igual desde 2009. Além disso, os jovens costumam a decidir seu voto no mesmo dia das eleições ou poucos dias antes, enquanto somente 28% dos eleitores maiores de 55 anos adere a este comportamento. Em 2014, 31% dos jovens entrevistados afirmaram que nunca votaram na vida, mais de 19% dos adultos também nunca votou. No entanto, quanto menos idade eles têm mais europeus eles se sentem, segundo comprova 70% das pessoas entrevistadas entre 18 e 24 anos, 59% dos adultos com mais de 55 anos expressaram o mesmo sentimento. É possível afirmar que as eleições europeias são um caso à parte. Mas uma análise das votações nacionais na Europa confirma esta tendência. Nas eleições presidenciais da Áustria em 2016, participaram 43% dos jovens. Em 2010 foram 48%. Nas eleições parlamentares da Holanda, neste ano, 66% dos jovens entre 18 e 24 anos foram as urnas, em 2012 foram 70%. No referendo na Itália em dezembro de 2016, 38% dos jovens não votaram, número superior à média da população de 32%. Nas últimas votações na França, os dados são mais consistentes, 78% dos jovens entre 25 e 34 anos não votaram, 65% com idades entre 24 e 35 anos e 51% das pessoas entre 35 e 49 anos, assim como 44% (50 e 64 anos) e somente 30% dos maiores a 65 anos de idade. Em Israel somente 58% dos menores de 35 anos e 41% dos menores de 25 votaram em 2013, porcentagem baixa comparada aos 88% dos maiores de 55 anos que participaram. Na Grã-Bretanha e Polônia menos da metade dos menores de 25 anos votaram nas últimas eleições gerais em comparação com o 88% dos maiores de 55 anos. A crescente abstenção dos jovens teve consequências significativas. Temos por exemplo as últimas eleições dos Estados Unidos […]

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MMA entrega o Prêmio Nacional da Biodiversidade

Cerimônia de entrega do Prêmio Nacional da Biodiversidade presta homenagem ao ex-presidente do ICMBio Rômulo Mello, morto em 2016. Sete iniciativas de conservação da biodiversidade brasileira receberam na noite dessa segunda-feira (22/05) o troféu do Prêmio Nacional da Biodiversidade. Ao todo, 17 finalistas, divididos em seis categorias (Academia, Empresas, Imprensa, Ministério do Meio Ambiente, Órgãos Públicos e Sociedade Civil) participaram da cerimônia de entrega do prêmio, realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. “Esse prêmio é um reconhecimento e uma força para iniciativas de conservação da biodiversidade. Espero que se torne um incentivo para mais ações como estas”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Aqui tem o álbum de Fotos da cerimônia Durante a premiação, o diretor do Departamento de Conservação e Manejo de Espécies, Ugo Vercillo, destacou que a emoção estava no palco. “O Prêmio reconhece anos e anos de trabalhos. Espero que esse reconhecimento siga traduzindo em novas iniciativas, crescendo e prosperando pelo Brasil. Nosso objetivo é garantir a preservação das espécies para as presentes e futuras gerações”, afirmou o diretor. JÚRI POPULAR Todas as iniciativas concorreram, ainda, na categoria especial Júri Popular. A iniciativa vencedora, “Dois papagaios ameaçados da Floresta com Araucárias: um esforço de conservação comum”, parceria da Associação dos Amigos do Meio Ambiente (AMA) e da Universidade de Passo Fundo (UPF), no Rio Grande do Sul, recebeu mais de 20 mil votos. Com quase 25 anos de estrada, a iniciativa atua pela conservação da natureza, com foco em pesquisa e educação ambiental para a conservação da Floresta com Araucárias e sua biodiversidade, representada pelos papagaios-de-altitude (charão e peito-roxo). A partir deste ano, o projeto assumiu compromisso de executar o Programa Nacional para a Conservação do Papagaio-de-peito-roxo. Com duração prevista de quatro anos, a iniciativa busca executar metas previstas no Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Papagaios (PAN Papagaios), que será realizado em áreas prioritárias já identificadas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Nêmora Pauletti Prestes, do Instituto de Ciências Biológicas da UPF e uma das coordenadoras do projeto, se emocionou ao receber o prêmio. “Passados 25 anos, aplicando estratégias de conservação com ênfase no incentivo à criação de áreas protegidas, foi possível manter uma população em torno de 20 mil papagaios-charão. A experiência com o charão habilitou a equipe para hoje conduzir o Programa Nacional de Conservação do Papagaio-de-peito-roxo, desde o Rio Grande do Sul até Minas Gerais, orientado pelas metas do PAN Papagaios”. HOMENAGEM O ex-presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, que faleceu em outubro do ano passado, foi homenageado durante a cerimônia de entrega do Prêmio. Sarney Filho entregou para Solange Maria Mello, esposa de Rômulo, um troféu em reconhecimento à dedicação e trabalho desenvolvido pelo ex-presidente do ICMBio em favor da biodiversidade brasileira. “Assim que fui convidado novamente para assumir o Ministério do Meio Ambiente, chamei o Rômulo para conversar e perguntei se ele toparia esse desafio. Disse-lhe que a gente tinha uma causa e tínhamos […]

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Escola pública com melhor gestão pode levar prêmio de R$ 30 mil

A mudança na educação brasileira passa por novas práticas de gestão nas escolas. Para divulgar e valorizar essas experiências bem-sucedidas, na última sexta-feira, 12, o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) anunciou a 16ª ed…

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Governo Temer está destruindo as conquistas ambientais

por Reinaldo Canto —  Nuvens carregadas tomaram conta do céu de Brasília e de lá se espalham pelo resto do país de maneira persistente, sem trégua. Não me refiro apenas ao cenário político e denúncias que atingem os nossos atuais governantes ou do assustador desmonte das leis trabalhistas e da Previdência Social. Quero alertar para a completa destruição da legislação ambiental brasileira, que está na mira dos setores mais conservadores que hoje dão as cartas no Planalto Central, seja nos Ministérios, seja no Congresso Nacional. São ministros que atacam as próprias pastas que representam e parlamentares cujas mais importantes ações estão centradas em suprimir direitos de minorias e avançar sobre áreas ambientais protegidas há muitos anos. Segundo carta publicada pelo Observatório do Clima, Nenhum hectare a menos!, vivemos “talvez a maior ofensiva antiambiental desde a elaboração da Constituição de 1988”. O documento também deixa claro que os retrocessos em curso no governo e no Congresso colocam em risco as metas climáticas assinadas por Temer e que fazem parte do Acordo de Paris ratificado pelo Brasil. Para ficar em alguns exemplos, a redução em mais de 1,1 milhão de hectares das unidades de Conservação aprovada por comissões no Congresso ataca diretamente as florestas brasileiras e representa um incentivo brutal à grilagem e ao desmatamento sem limites. Outro caso emblemático é o enfraquecimento do licenciamento ambiental (PL 3.729/2004 – Lei Geral de Licenciamento). Temos outros tristes exemplos de terra arrasada, literalmente, como a liberação indiscriminada de agrotóxicos, a facilitação da ocupação de terras públicas e o novo Código de Mineração, que pode fazer com que casos como o de Mariana deixem de ser exceção. Se o governo de Dilma Roussef estava longe de ser amigável ao meio ambiente, o de Michel Temer representa uma visão retrógrada que, certamente, colocará o Brasil de volta ao século 19. Os sinais são perturbadores e chegam num momento em que a situação já não era favorável. Nos últimos dois anos o desmatamento na Amazônia cresceu 60%. A manutenção de tais números torna letra morta a meta brasileira de chegar a 2020 com uma redução de 80% do desmatamento, compromisso brasileiro no Acordo de Paris para a redução dos índices de emissão de gases de efeito estufa do país. Aumento da violência O Brasil já era apontado como o país com maior risco no mundo para ambientalistas, mas nunca, como agora, a bandidagem que atua no meio rural se sentiu tão à vontade para agir. Não à toa, estão se multiplicando casos de ataque contra indígenas, trabalhadores rurais, extrativistas e quilombolas. Entre os casos mais recentes e bárbaros está a chacina de dez trabalhadores num assentamento  rural de Colniza, cidade a quase mil quilômetros de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Já no Maranhão, uma disputa de terras feriu 12 indígenas da tribo Gamela, no município de Viana, alguns em estado grave, sendo que um deles além de levar dois tiros teve as mãos decepadas. Uma ação efetiva para punir os crimes e interromper essa selvageria parece não […]

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Instituto de Economia Agrícola contabiliza o custo da Operação Carne Fraca em São Paulo

A operação Carne Fraca, deflagrada em março de 2017 pela Polícia Federal, ocasionou grande impacto nas exportações de carne brasileira, e mais especificamente em São Paulo, conforme mensurou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado …

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Incertezas e preocupação nos 100 dias do governo de Donald Trump

*Análise de Martin Khor –  Este é um artigo de opinião de Martin Khor, diretor executivo do Centro Sul, organização governamental dos países em desenvolvimento, com sede em Genebra. PENANG, 01 de maio (IPS) – Ao completar 100 dias do governo de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, é preciso avaliar seu impacto até hoje no mundo e nos países em desenvolvimento. É muito cedo para tirar conclusões, mas o que se viu desde que ele assumiu o poder um 20 de janeiro até agora é bastante preocupante. Trump disse que Estados Unidos não se vincularia as guerras dos outros países, porém no dia 6 de abril atacou Síria, apesar de não ter provas contundentes que demostrassem a responsabilidade do presidente sírio Bashar al Assad no uso de armas químicas. Na sequência, lançou uma bomba nuclear devastadora em uma cidade muito povoada em Afeganistão. Alguns analistas afirmaram que o intuito desse ataque foi enviar uma mensagem interna, pois isso aumenta a popularidade do novo presidente e sua força frente aos inimigos. Talvez suas ações sejam um sinal para o líder da Coreia do Norte, que ameaçou com lançar bombas nucleares caso receber um ataque dos Estados Unidos, e provavelmente falava sério. O próprio Trump ameaçou também com bombardear suas sedes nucleares. Com dois presidentes tão imprevisíveis poderíamos estar perto de uma guerra nuclear. “Há membros do círculo mais próximo ao presidente que acreditam que o governo Trump avalia dar primeiro o “golpe” a Coreia do Norte. Porém, o mandatário coreano Kim Jong Um pode pensar da mesma forma e atacar primeiro” comentou Gideon Rachman, do Financial Times. Rachman observou também que Trump chegou a conclusão de que a força militar o ajudaria a conseguir a imagem prometida nas urnas. O colunista do New York Times, Nicholas Kristof, acredita que o pior pesadelo para os Estados Unidos seria que Trump se envolva em uma nova guerra coreana. Isso pode acontecer se ele destruir uma base de mísseis da Coreia do Norte, este país pode responder lançando suas bombas para Seul, onde moram 25 milhões de pessoas. O general Gary Luck, ex-comandante das forças norte-americanas na Coreia do Sul, calculou que uma nova guerra coreana pode deixar um milhão de mortes e um bilhão de danos, explicou Kristof. Longe das expectativas de deixar de ser a policia do mundo para colocar os “Estados Unidos em primeiro lugar” Trump agora pensa que as guerras e lançar bombas podem ter o efeito de que “Estados Unidos volte a ser poderoso” Isso pode ser mais fácil que as batalhas internas para substituir a política de saúde do ex-presidente Barack Obama ou proibir a entrada de cidadãos e refugiados dos sete países muçulmanos, iniciativas já barradas pela justiça. A mensagem de que existem um grupo de pessoas ou países que não são bem-vindos nos Estados Unidos pode gerar consequencias, os dados mostram um declinio no turismo e nas solicitações de estudantes estrangeiros para entrar nas universidades americanas. Outro equivoco foi protagonizado com a Organização do […]

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Crise no Rio de Janeiro: uma reflexão crítica

por Carlos Minc* O Rio de Janeiro atravessa a maior crise de sempre. Necessita de mudanças de gestão, apoio federal, equilíbrio fiscal e retomada do desenvolvimento. Não há solução única, nem fácil. Ela não pode ser mais recessiva ou cruel com os funcionários. Foi apresentado o pacote como a panaceia dos males; seus críticos são ditos defensores da crise e das corporações de servidores. É necessária reflexão profunda, não maniqueísta. Nos projetos apresentados não há proposta de recuperação do setor naval, de retomada da construção civil e do turismo. Só aumentos de impostos ao setor produtivo e de contribuições dos funcionários: medidas perversas e recessivas. Não há esforço para cobrança de R$ 68 bilhões de dívidas. Dois desembargadores do TJ-RJ propuseram força tarefa com a PGE e Secretaria de Fazenda, que não aconteceu. Recuperar 10% deste total, R$ 6,8 bilhões, seria o dobro do empréstimo salvador. Na Lei aprovada pela ALERJ, por 41 a 28 votos contrários, inclusive o meu, há ilegalidades. Autorização legislativa para contrair empréstimo de R$ 3,5 bilhões sem definir prazo, carência e juros fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. Autorizou-se empréstimo sem saber se o juro será de 5% ou de 50%. Foi aprovada a alienação das ações da CEDAE sem que estudo prévio definisse o ativo, o passivo, e a modelagem. O ativo é de 20 ou de R$ 40 bilhões? Quais vantagens do Estado em manter o tratamento da água no Guandu? Não se sabe. O STF deliberou que o saneamento não pode ser decidido só pelo Estado ou pelos municípios, mas por um ente metropolitano. Este PL foi apresentado há um ano, mas não foi votado. Esta Lei contraria o STF. Ecologista, sou crítico da CEDAE. Realizamos operações de Rolha Ecológica em canos da CEDAE despejando esgoto em lagoas, rios e baías. Lutamos pela regulação da CEDAE por Agência Reguladora: é a única empresa estadual de água e esgoto do país não regulada. O processo se iniciou, lentamente. No nosso período na SEA, 100% do investimento na Estação de Tratamento de Esgoto, elevatórias e redes de Barra, Recreio e Jacarepaguá, que ampliaram o tratamento na bacia de 5% para 50% foram do FECAM, sem recursos da CEDAE. Assim como na recuperação das ETEs de Alegria, Pavuna e Sarapuí. O desperdício de água é de 40% e a cobertura de esgoto na Baixada e São Gonçalo é inferior a 10%. Assim que o modelo tem que mudar muito. A Lei da privatização não propôs medidas para a cobertura universal de água tratada em 10 anos, do esgoto tratado em 15 anos, e redução de 80% do desperdício de água em 5 anos. Foi moeda de troca; o saneamento evaporou. Há que ter diálogo, proposta e fundamento. Nós, da oposição, queremos que o Rio saia da crise, com medidas fortes de recuperação de créditos e contenção de despesas. Não é aceitável recriar 6 Secretarias de Estado e distribuí-las aos parlamentares para garantir votos para uma política austera! Crise pode causar volta dos lixões Em 2007, […]

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Brasil: Política, um negócio muito rentável

Por Mario Osava, da IPS –  Rio de Janeiro, abril – A democracia no Brasil vai sobreviver aos escândalos de corrupção da geração atual de líderes políticos e impedir as reformas que governo planeja para superar a crise econômica? “A intervenção militar não está no horizonte mas pode aparecer se aumentarem os conflitos de caos como aconteceu em Espirito Santo” afirma, com medo, o historiador Daniel Aarão Reis, professor da Universidade Federal Fluminense em Niterói, cidade vizinha a Rio de Janeiro. O pequeno estado de Espírito Santo região centro-oeste do Brasil vivenciou muitos roubos e assassinatos nas primeiras semanas de fevereiro, sem transporte público, comércios, escolas e hospitais que estavam fechados por motivo da greve da polícia militar, que deixou de cuidar das ruas reivindicando melhores salários. “ Uma separação social perigosa, que coloca em risco o sistema institucional pode ser um dos cenários do futuro” prevê o sociólogo Elimar Nascimento, professor de pós-graduação em Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília. A situação provocaria a queda de muitos líderes políticos acusados de corrupção, dos protestos de rua e a rejeição das reformas trabalhistas, assim como as greves do setor público pelo aumento de salário podem gerar rebeliões como as de Espírito Santo. Tudo isso prejudicaria a economia prolongando a rescisão, segundo Nascimento. Outra alternativa seria acabar com a Operação Lava Jato do Ministério Público que investiga a corrupção nos negócios petroleiros e que involucra muitos líderes de governo e oito ministros, segundo o testemunho de 78 dirigentes e ex-dirigentes da Odebrecht que contribuíram com a Justiça. “Nada vai mudar, a maioria dos acusados ficaria livre, a corrupção voltará a crescer, estaríamos perdendo uma oportunidade única de renovar a política brasileira em 2018” explica Nascimento. Exclusão de corruptos é improvável Entre os cenários mais extremistas existe um meio termo que é limpar a política nas eleições com a exclusão dos corruptos da Lava Jato, no entanto isso é pouco provável pela cultura permissiva dos brasileiros” avaliou o professor em diálogo com a IPS. “A corrupção na magnitude revelada pelos investigadores nos três últimos anos ameaçou a democracia de forma sistemática e generalizada” apontou Nascimento, que participou em debates internacionais sobre as carências da democracia neste século. A ferida maior estaria nas revelações da Odebrecht, cinco ex-presidentes vivos e o atual mandatario Michel Temer, se beneficiaram de recursos ilegais além do presidente do Senado Elicio Oliveira, o da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia assim como os líderes dos principais partidos. A batalha dos políticos denunciados na Operação Lava Jato trouxe à tona os vícios do sistema brasileiro. A reforma política, uma velha demanda nacional, pode se concretizar agora, porém sem corrigir distorções, como a fragmentação partidária há uma brecha para que velhos líderes, que poderiam estar presos, fujam da condenação. O voto em listas fechadas para os partidos, tinha poucos adeptos, mas hoje tem seguidores inesperados, facilitando sua aprovação. Os brasileiros preferem votar em candidatos individuais ao parlamento, porém não em partidos. Sendo que os líderes dos partidos escolheriam a lista de […]

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