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Agência Pública: O desmanche da Constituição

por Alice Maciel , da Agência Pública –  Levantamento da Pública mostra que indígenas, quilombolas e trabalhadores estão entre os que mais perderam direitos constitucionais no governo Temer; saúde, educação e meio ambiente também foram afetados “Continuamos no mesmo barco, mas agora estamos à deriva, sem remo”, diz o presidente da Associação Quilombola de Mangueiras, Maurício Moreira dos Santos. Localizado na região nordeste de Belo Horizonte, o quilombo de Mangueiras teve seu território reconhecido no último ano de governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em janeiro de 2016. O reconhecimento é o passo anterior à titulação, que garante a posse permanente da terra. O processo que “caminhava muito lentamente”, como Maurício observa, parou. “Não existe comunidade quilombola sem sua terra”, destaca. O governo de Michel Temer, em abril, mandou suspender os processos administrativos para emissão de decreto presidencial autorizando a desapropriação de imóveis rurais situados nos territórios quilombolas reconhecidos pelo Incra até a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) dos procedimentos para identificação e titulação das terras quilombolas, previstos no Decreto 4.887, de 2003. A constitucionalidade da norma foi questionada pelo então Partido da Frente Liberal (PFL), atual Democratas (DEM), por inexistência de lei que lhe confira validade, já que a Constituição não pode ser regulamentada por decreto. A conclusão do julgamento, marcado para ontem, foi adiado novamente porque o ministro Dias Tofolli, que estava com voto de vista da ação, não compareceu ao plenário por problemas de saúde. Não há prazo para que o julgamento seja retomado. Desde a Carta Magna de 1988, que determinou “aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”, o Decreto 4.887 foi a conquista legal mais importante dos quilombolas. Não tramita no Congresso Nacional nenhum projeto que o substituiria nem que dê mais garantias aos direitos desses povos. O caminho do Legislativo tem sido no sentido contrário. “O Legislativo, nos últimos anos, tem instigado a violação dos direitos quilombolas”, afirma Givânia Maria da Silva, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). “O governo de Michel Temer talvez seja das tragédias e ataques mais violentos aos negros depois da escravidão”, constata. A reportagem fez um levantamento em todas as propostas de autoria do Executivo – medidas provisórias, projetos de lei, emendas constitucionais e decretos – desde que Temer assumiu o governo interinamente, em 12 de maio de 2016, e concluiu que as principais conquistas alcançadas pelos descendentes de escravos, indígenas, LGBTs, trabalhadores e pelos cidadãos brasileiros – em relação à saúde, educação, previdência e trabalho – após a Constituição de 1988 estão ameaçadas em prol de interesses dos empresários, do agronegócio e de crenças religiosas. Direitos Constitucionais ameaçados Vinte e nove anos depois de a Constituição de 1988 garantir o direito dos quilombolas à propriedade de seus territórios, o governo federal titulou somente 38 terras. Em 2016, apenas Tabacaria (AL) foi titulada e, em 2017, apenas as quatro terras com decretos de desapropriação expedidos no governo Dilma receberam os títulos até o momento. “A nossa terra […]

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Papa Francisco: fim da fome exige compromisso contra as mudanças climáticas e contra as guerras

Nações Unidas –  Combater a fome exige lutar contra as mudanças climáticas e prevenir conflitos, defendeu o papa Francisco neste 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação. Em cerimônia na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, o líder da Igreja Católica descreveu como “infeliz” a decisão de alguns países de se retirar do Acordo de Paris   Combater a fome exige lutar contra as mudanças climáticas e prevenir conflitos, defendeu o papa Francisco neste 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação. Em cerimônia na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, o líder da Igreja Católica descreveu como “infeliz” a decisão de alguns países de se retirar do Acordo de Paris. Em 2017, a data está sendo observada pela ONU com um alerta — a fome voltou a aumentar, afetando 815 milhões de pessoas em 2016. O número representa uma alta de mais de 38 milhões de indivíduos na comparação com 2015. O crescimento, segundo as Nações Unidas, foi causado pela proliferação de conflitos e de eventos climáticos extremos — ambos os tipos de fenômenos associados também a deslocamentos populacionais. “Está claro que as guerras e as mudanças climáticas são algumas das causas da fome. Logo, não apresentemos a fome como se se tratasse de uma doença incurável”, afirmou Francisco em pronunciamento na FAO. O chefe do Vaticano fez ainda um apelo a líderes mundiais, para que garantam a segurança dos migrantes, se comprometam com o desarmamento e protejam o planeta conforme utilizem os recursos naturais para a produção e consumo de alimentos. O papa descreveu como “infeliz” a decisão de alguns Estados-membros da ONU de abandonar o Acordo de Paris. “O que está em jogo é a credibilidade de todo o sistema internacional”, disse o pontífice. Lembrando as negociações do Pacto Global para a Migração Segura, Regular e Ordenada, Francisco defendeu que o gerenciamento da mobilidade humana “requer ações coordenadas, sistemáticas e intergovernamentais, em acordo com as normas internacionais (já) existentes, e plenas de amor e de inteligência”. Para marcar o dia mundial, a FAO escolheu o tema “Mudar o futuro da migração. Investir em segurança alimentar e desenvolvimento rural”. “É nossa meta abordar as causas da migração, como pobreza, insegurança alimentar, desigualdade, desemprego e falta de proteção social”, explicou o diretor-geral da agência da ONU, José Graziano da Silva, durante o evento. “Acreditamos firmemente que aumentar investimentos em segurança alimentar, no desenvolvimento rural sustentável e em esforços para adaptar a agricultura às mudanças climáticas ajudará a criar as condições por meio das quais as pessoas, especialmente os jovens, não mais terão de ser forçadas a abandonar suas terras para buscar uma vida melhor em outro lugar”, acrescentou o dirigente. Também presente no encontro na capital italiana, David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos (PMA), disse que o maior problema do mundo é “o conflito produzido pelo homem”. Segundo o chefe da agência humanitária, situações de confronto armado consomem 80% do orçamento do […]

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CEO com Propósito reúne líderes de empresas criadas como soluções para os ODS

O mais novo encontro da Plataforma Liderança Sustentável será realizado na manhã de 24 de outubro, no Teatro Vivo, em São Paulo; à tarde, acontece também o evento Líder Geração P (de Propósito), com a apresentação de um programa inovador de formação de jovens em sustentabilidade Quem são os líderes que inovaram e transformaram suas causas em negócios? O que inspirou e motivou cada um deles a criar empresas capazes de responder a desafios socioambientais? Quais seus principais dilemas e aprendizados? E quais as competências que os diferenciam dos líderes “convencionais”? Os novos eventos da Plataforma Liderança Sustentável (PLS) vão reunir esses empreendedores no dia 24 de outubro, no Teatro Vivo, em São Paulo. De manhã, das 8h30 às 12h30, acontecerá o encontro CEO com Propósito, em que 10 líderes de empresas novas, menores e ágeis, vão contar como desenvolveram negócios a partir de motivações não exclusivamente financeiras, ligadas a algum incômodo social ou ambiental, uma indignação, um sentimento de solidariedade ou um senso de oportunidade. Cada patrocinador da PLS indicou três cases, os quais foram submetidos a cinco critérios: 1- Conexão com o negócio (a empresa indicada deve fazer parte do ecossistema de relações do patrocinador); 2- Contribuição aos ODS (deve oferecer produtos/serviços que contemplem soluções para algum problema ligado à insustentabilidade do planeta); 3- Resultados (precisa estar operando no mercado e já ter contabilizado impactos econômicos, sociais e ambientais); 4- Inovação (deve ter até cinco anos e propor algum tipo de processo, tecnologia, metodologia, abordagem ou modelo de negócio sustentável e inovador); e 5- Negócios com Valores (deve ser administrada por um líder inovador, guiado por um propósito que exceda o bottom line). Serão 10 palestras de oito minutos. Cada palestrante será apresentado por um executivo de empresa patrocinadora da PLS, que explicará brevemente as razões de sua companhia ter escolhido aquele “CEO com propósito”. Ao final, Haroldo Machado Filho, assessor sênior do PNUD, fará o encerramento, falando sobre os cases, as histórias, os personagens e suas relações/contribuições com os ODS. Como de praxe na metodologia da PLS, os depoimentos serão gravados e disponibilizados no portal http://www.plataforma.ideiasustentavel.com.br. Registre seu interessem em participar em: https://goo.gl/Hyymau À tarde, é a vez do Líder Geração P (de Propósito). Neste evento, o consultor Ricardo Voltolini apresentará um programa inovador de formação em sustentabilidade para trainees, estagiários e/ou jovens atendidos por iniciativas de investimento social privado, baseado nas Cinco Competências da Liderança Sustentável: 1- Viver os valores; 2- Ser pessoalmente a mudança; 3- Escutar, envolver e dialogar; 4- Praticar a interdependência; e 5- Inovar. Em seguida, um representante da Rede Cidadã, organização não governamental sem fins lucrativos que cria soluções de geração de trabalho e renda para pessoas da base da pirâmide, vai contar como essas competências vêm contribuindo com os jovens atendidos nas atividades de ONG. Além disso, convidados especiais vão realizar palestras sobre como esses atributos podem representar diferenciais de carreira para profissionais dos mais diversos segmentos de mercado. Registre seu interessem em participar em: https://goo.gl/hKTLdu Os encontros são as principais […]

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Que faremos com a terra? E com quem está sobre ela?

por Washington Novaes –   O quadro rural no País é precário, com graves consequências nas áreas de saúde, educação, etc  A gritaria é geral na área dos defensores da reforma agrária: o projeto para a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018, enviado pelo governo federal ao Congresso, promoverá “cortes severos em ações estratégicas para a população do campo, quilombolas e indígenas’’ (Instituto Humanitas Unisinos, 6/9). Estudos de instituições da área apontam queda que pode chegar a 95%, comparados os novos números com os de 2015. O valor destinado à agregação de terras no próximo ano será de R$ 34,2 milhões – quando em 2015 chegou a R$ 800 milhões. Segundo os críticos, essa quantia pode “aumentar o conflito agrário e a violência no campo”, já que pode atingir com rigor programas de assistência técnica, produção de alimentos saudáveis e comercialização de alimentos da agricultura familiar. Do outro lado ouve-se com frequência, como argumento de defesa, a “crise fiscal”. Há outros argumentos de várias fontes interessadas, como o de que ainda há 170 mil famílias no campo sem habitação, sob lonas pretas em assentamentos, sem crédito para plantar e vender a produção (Folha de S.Paulo, 3/2/2017). Em 12 anos, de 2003 a 2015, nos governos anteriores, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou 678.430 indícios de irregularidades – o que determinou a suspensão em 2016 do Programa de Reforma Agrária. Só com promessas do governo Temer o TCU permitiu a retomada de assentamentos. E agora, com alterações nas leis, o governo promete entregar 750 mil títulos até o ano que vem. A agricultura familiar – dizem as mesmas fontes – responde por cerca de 38% do valor bruto da produção agropecuária; gera 74,4% dos postos de trabalho rurais; e produz perto de 50% dos alimentos da cesta básica. Mas há também argumentos de outras fontes que apontam para o agronegócio como “dono das terras no Brasil”, já que 53% da malha fundiária é privada no País (Amazônia.org, 20/3/2017). E, nela, 28% são considerados “grandes propriedades”, maiores do que 15 módulos fiscais. Áreas protegidas, incluídas áreas indígenas, somam 27% e os assentamentos, 5%. A Amazônia concentra 98% das áreas de conservação. O ponto polêmico está na informação de que metade da área rural brasileira pertence a 1% das propriedades, de acordo com estudo divulgado no final de 2016 pela ONG britânica Oxfam. E os estabelecimentos com menos de 10 hectares significam 47% do número, embora ocupem menos de 2,3% da área real total de propriedades e produzam mais de 70% dos alimentos consumidos no País, nesta área rural total. Já as grandes propriedades rurais, com mais de mil hectares, detêm 43% do crédito, enquanto 80% dos estabelecimentos menores conseguem de 13% a 23% do total. Por isso defende-se ardorosamente na área dos pequenos uma reforma agrária, com apoio de ONGs nacionais e internacionais. Só nas terras ocupadas por grandes devedores de impostos, segundo o Incra, seria possível assentar quase 215 mil famílias. 729 proprietários de imóveis rurais, por exemplo, declaram ter […]

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O que Michel Temer e Donald Trump pensam sobre o meio ambiente?

por Reinaldo Canto —  As diferenças de personalidade e perfil não escondem o profundo desrespeito ao ecossistema O que de comum teriam Michel Temer e Donald Trump além do óbvio e mútuo pertencimento a elite branca, cabelos tingidos, casados com mulheres muito jovens e visão de mundo ultrapassada? Não seria necessariamente na postura. Nos gestos empolados e antiquados do brasileiro, nada semelhante ao histrionismo caricato do norte-americano. Tão pouco no discurso arcaico e recheado de mesóclises de Temer em oposição à vulgaridade exibicionista e destemperada de Trump. Até mesmo no tema deste artigo observam-se diferenças marcantes. Enquanto o presidente do império não usa meias palavras para desconsiderar a importância do meio ambiente e chamar de conspiração chinesa a questão do aquecimento global, o brasileiro, por seu turno não fala mal, até mesmo diz apoiar e reconhecer a importância da proteção ambiental, mas simplesmente descumpre até mesmo o que assina. É o caso do Acordo de Paris chancelado com pompa e circunstância pelo presidente. O discurso oficial de ambos em nada se parece, mas quanto aos seus resultados e no que efetivamente é do interesse dos habitantes deste planeta, que são as efetivas ações governamentais em prol do meio ambiente, eles se parecem e muito, tais quais irmãos siameses. Poderíamos afirmar que no quesito transparência o presidente dos Estados Unidos é ao menos mais honesto, pois afirmou nos jardins da Casa Branca que o país abandonaria o Acordo de Paris. Uma visão limitada, tosca, mas há de se considerar, honesta. Felizmente, parece que a realidade tenderá a prevalecer dado às repercussões negativas. Neste momento, vozes influentes dentro do governo norte-americano estão buscando uma saída honrosa para a volta dos Estados Unidos ao acordo climático. Vamos torcer para que o bom senso prevaleça! Já no Brasil, como afirmamos anteriormente, o governo Temer apenas não se coloca oficialmente contrário às nossas florestas, mas a força avassaladora da bancada ruralista no Congresso e o estabelecimento de uma política ambiental até mais reacionária que a da ditadura civil militar, tenta e tem conseguido destruir as conquistas ambientais de décadas. “O atual governo não tem política ambiental não se interessa pelo meio ambiente e pela conservação da natureza. Não tem compromisso ético ou moral com a dimensão pública. As decisões são tomadas em uma perspectiva oportunista de curto prazo que visa beneficiar poucos e não se importa com as consequências para a maior parte da sociedade brasileira”, afirma Luis Fernando Guedes Pinto, engenheiro agrônomo e gerente do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola – Imaflora. Na mesma linha, Marcio Astrini coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace, avalia que agendas guardadas há muito tempo em gavetas no Congresso estão sendo retomadas e obtendo aprovações expressivas, “ Foi assim com a MP 759, que libera imensos estoques de terras públicas para a grilagem. Ocorreu o mesmo com a redução das áreas protegidas do Jamanxim, porém nesta feita o governo precisou voltar atrás no método e trocou a MP por um projeto de lei com urgência constitucional. […]

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Sustentabilidade na minha empresa? Pra que?

por Juliana Zellauy, contribuição especial para a Envolverde –  Ainda é muito comum empresas de grande, médio e pequeno porte a falta de compreensão d a importância do trabalho em Sustentabilidade. Para auxiliar neste entendimento, costumo indicar 7 benefícios estratégicos essenciais para organizações de todos os tamanhos. Abaixo detalho com mais profundidade cada um deles: 1 – Gerar economia e reduzir custos: Considerando não apenas o cenário atual, mas prospectando o futuro, infelizmente os recursos naturais tendem a escassear e tornarem-se cada vez mais caros. Temos visto isso acontecendo nos últimos anos com a água e com a energia, por exemplo, que vêm aumentando de preço gradativamente e causando um grande impacto nos negócios. Para muitas empresas, como a indústria de alimentos e bebidas – para citar apenas uma delas, que depende grandemente destes recursos no seu processo produtivo – desenvolver projetos de ecoeficiência torna-se essencial para a sua sobrevivência. No entanto, o foco aqui é mais amplo, e quando menciono a possibilidade de reduzir custos considero a importância de tornar mais eficiente o uso de matérias primas, otimizar o transporte e a logística dos produtos, fazer a gestão inteligente do uso dos espaços, entre diversas outras ações que geram economia efetivas para organizações de todos os tamanhos. 2 – Fortalecer a reputação e reduzir riscos: A reputação é um dos ativos mais importantes de qualquer empresa e vários casos ao longo da história demonstram como um ferimento reputacional pode ser fatal para entidades de qualquer natureza. Para citar apenas alguns exemplos, crises corporativas causaram impactos significativos e a redução do valor de mercado de empresas como a Enron, Parmalat, Camargo Correa, Odebrecht, Petrobrás, Daslu e tantas outras. O trabalho com Sustentabilidade, além de fortalecer a reputação da empresa – que é uma necessidade urgente principalmente considerando o item que será detalhado à seguir – quando bem realizado, contribui para mapear, gerir e reduzir riscos da organização. Para tanto, ferramentas como o processo de Materialidade e o diálogo com stakeholders são essenciais. 3 – Alinhar-se com Geração Y, Millennials e próximas gerações de consumidores: Observa-se uma tendência das novas gerações se preocuparem cada vez mais com a reputação das empresas e sua atuação perante a sociedade e o meio ambiente preferindo as marcas que promovem valores alinhados à sustentabilidade. Neste sentido, a pesquisa “Dossiê Universo Jovem 4” realizada com jovens brasileiros divulgada em 2008 pela MTV aponta algumas das ações que este público espera das empresas, são elas: Investimentos em projetos que façam a diferença para a comunidade; que convidem a comunidade para participar de suas ações, ensinando a população a agir; investimento em processos de produção e produtos com responsabilidade socioambiental; que primeiro façam as ações e só depois as divulguem, utilizando uma linguagem mais simples na sua comunicação (fonte: Instituto Akatu). Assim, uma atuação neste sentido é crucial tanto para atender os interesses dos novos públicos consumidores, como para não perder posição em um mercado cada vez mais competitivo. 4 – Atrair e reter talentos: E por falar […]

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Mais de 80% da população brasileira habita 0,63% do território

As áreas consideradas urbanas no Brasil representam menos de 1% do território nacional (0,63%) e concentram 190,7 milhões de pessoas, ou seja, 84,3% da população brasileira. Os dados vieram do mais detalhado trabalho de identificação de áreas urbanas já feito no País. Executado por profissionais da Embrapa Gestão Territorial (SP), o estudo Identificação, mapeamento e quantificação das áreas urbanas do Brasil levou três anos para ser concluído e exigiu observação minuciosa de centenas de imagens de satélite. Todas as informações geradas estão disponíveis para serem baixadas gratuitamente na internet no formato shapelife. O trabalho permitiu, entre várias outras aplicações, relacionar os municípios com maior densidade populacional urbana, lista que tem no topo Nilópolis, localizado na baixada fluminense, cujos 158.309 habitantes ocupam menos de 10 km2, resultando em mais de 16 mil habitantes por quilômetro quadrado (Tabela 4). Entre as cidades com mais de 200 mil habitantes, Diadema, na Grande São Paulo, é a que apresenta a área urbana mais densamente povoada, com média de 13.875 moradores por quilômetro quadrado (Tabela 1). Na comparação entre unidades da federação, o Estado de Alagoas é o que apresenta maior densidade demográfica urbana, com 4.880 pessoas por quilômetro quadrado. No extremo oposto está Tocantins, cujas áreas urbanas abrigam, em média, 1.538 habitantes por quilômetro quadrado (Tabela 2). São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília lideram, nessa ordem, a lista dos municípios de maior área urbana do País (Tabela 3).                         Tabela 1 – Fonte: Farias et Al. 2017 Os resultados têm inúmeras aplicações práticas, como subsidiar políticas públicas, estudos demográficos, projetos de desenvolvimento urbano e investimentos em infraestrutura e logística. “Os municípios com maior densidade populacional nas cidades, por exemplo, costumam apresentar maiores desafios para a gestão pública e exigir mais demandas e serviços públicos,” exemplifica o geógrafo André Rodrigo Farias, analista da Embrapa e principal autor do trabalho. Segundo ele, o controle de disseminação de pragas e doenças agrícolas é outro exemplo de aplicação dos resultados. “Percebemos que muitas pragas não são inicialmente detectadas nas regiões de fronteira, mas nas cidades. Por isso, é fundamental identificar as áreas urbanas para trabalhos de gestão territorial e controle dessas pragas”, comenta.                        Tabela 2 – Fonte: Farias et Al. 2017 Um dos maiores desafios da equipe foi definir conceitualmente área urbana e área rural. Em seus estudos demográficos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) utiliza a delimitação legal que cada município determina para estabelecer seu perímetro urbano e suas áreas rurais. “Nessa classificação, é muito comum áreas tipicamente urbanas com grande densidade de construções serem catalogadas como rurais e vice-versa”, explica Farias. As razões para isso são várias como, por exemplo, a necessidade de atualização da legislação municipal para que acompanhe a dinâmica de ocupação do solo. De acordo com o especialista, muitas áreas determinadas legalmente pelos municípios diferem, em maior ou menor grau, daquelas observadas no levantamento feito pela Embrapa, o que justifica a diferença em relação […]

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Os efeitos da extinção da megafauna

Docente do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, Mauro Galetti lidera um grupo de pesquisadores do Brasil, Dinamarca, Espanha, Suíçaa, EUA, África do Sul e Austrália, que aponta os impactos da extinção da megafauna em todo o planeta….

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Multinacionais brasileiras avançam no exterior, revela Ranking elaborado pela Fundação Dom Cabral

A Fundação Dom Cabral (FDC) divulga nesta terça-feira (10/10) os resultados do Ranking FDC das Multinacionais Brasileiras 2017 e do Ranking de Internacionalização de Franquias Brasileiras – pesquisa que elenca as empresas brasileiras mais internacionalizadas e explora aspectos da gestão do conhecimento destas empresas, que estão presentes em 87 países do mundo. O estudo, que chega ao seu 12º ano, detalha o desempenho e expectativas futuras das multinacionais e franquias brasileiras, e aponta tendências quanto à expansão, estabilidade ou retração das operações nos próximos anos. O estudo consultou 65 empresas, sendo 54 multinacionais brasileiras e 11 empresas que atuam no exterior por meio de franquias. Entre as multinacionais, os dados apontam que o processo de expansão internacional registrado nos últimos anos segue em curso. Em 2016, o índice médio de internacionalização das empresas foi de 27,3%, um salto de 0,9 ponto percentual em relação a 2015 e de 4,1 pontos percentuais em relação a 2014. No caso das franquias, o movimento de internacionalização se manteve praticamente estável em 2016, passando de 8,5% para 8,1%. Em 2014, o índice era de 5,5%. Em 2016, 63% das empresas analisadas avançaram no exterior – ou 34 do total analisado. Outras 18 empresas (33%) recuaram e 2 permaneceram estáveis (4%). No caso das franquias, 5 avançaram (45%), 5 recuaram (45%) e 1 se manteve estável (10%). Gráfico 1 – Evolução do índice médio de internacionalização das multinacionais brasileiras O Ranking das multinacionais brasileiras Na edição 2017 do Ranking FDC das Multinacionais Brasileiras, a Fitesa empresa líder na indústria de nãotecidos para descartáveis higiênicos e médicos, conquistou pelo terceiro ano consecutivo a primeira posição, com um índice de internacionalização próximo aos 74%. Em seguida, aparecem a Odebrecht (73%) e a Intercement (65%). A Iochpe-Maxion (62%) e a Stefanini (62%) completam as primeiras posições do ranking. O relatório destaca que aquisições recentes ajudam a justificar a permanência da Fitesa no topo do Ranking. Em 2016, foram instaladas novas máquinas no México e esse ano a capacidade de produção será expandida na Alemanha e nos Estados Unidos. Em 2017, a Fitesa anunciou também a aquisição da Pantex International, uma empresa que produz especialidades para o mercado de higiênicos. Confira abaixo a lista com as 15 empresas mais internacionalizadas do Brasil, dentre as 54 participantes: Tabela 1 – Ranking FDC das Multinacionais Brasileiras 2017 O índice de internacionalização das multinacionais brasileiras é calculado a partir dos ativos, receitas e funcionários no exterior em relação ao total. O Ranking de Internacionalização de Franquias Brasileiras A FDC também elencou as franquias brasileiras mais internacionalizas, com base em dados sobre unidades franqueadas, receita de royalties e taxas e receita de vendas de produtos para franqueados no exterior em relação ao total. A locadora de carros Localiza ocupa pela segunda vez o topo do ranking, com índice de internacionalização de 20%. A empresa é umas das maiores redes de aluguel de carros da América Latina e, por meio da aquisição da empresa Hertz Brasil, tem o potencial de ampliar sua presença nos […]

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ECO21 nº 250 – A promessa de Raquel Dodge: zelar pelo meio ambiente

A revista ECO21 chega à edição 250, um marco no jornalismo ambiental brasileiro. Os jornalistas René Capriles e Lucia Chayb são dos mais talentosos e resilientes editores da área. Criada ainda antes da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a ECO21 tornou-se uma referência obrigatória para ambientalistas, gestores públicos e empresas compromissadas com a governança ambiental – Ao final do editorial índice e links para os textos da edição 250. Editorial Edição 250 No seu discurso de posse, no dia 18 de setembro, a nova Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, pronunciou palavras referenciais sobre o meio ambiente que raramente são ouvidas numa cerimônia protocolar. Ela disse: “Recebo com humildade o precioso legado de serviço à pátria, forjado pelos Procuradores-Gerais da República que me antecederam, certa de que o Ministério Público deve promover justiça, defender a democracia, zelar pelo bem comum e pelo meio ambiente, assegurar voz a quem não a tem e garantir que ninguém esteja acima da lei e ninguém esteja abaixo da lei”. E, logo acrescentou: “foi por causa da desigualdade persistente, da ausência de liberdades e do sofrimento cotidiano das pessoas, que reivindicamos também outras atribuições constitucionais, como a defesa da democracia, da sociedade e do meio ambiente e de zelar pelo respeito dos poderes públicos aos direitos assegurados na Constituição”. Enquanto a tempestade da Java-Jato continuava fazendo estragos na política nacional, os furacões Harvey, Irma e Maria, devastaram a Flórida e o Caribe, afetando quase 50 milhões de pessoas. Esses desastres simultâneos chamaram a atenção das pessoas de uma forma que os eventos isolados não o fazem. Scott Knowles, professor de história na Universidade Drexel afirma num artigo que “Os desastres abrem a mente para a possibilidade de que não sejam apenas acidentes ou fenômenos naturais, eles podem provocar debates sobre as grandes ‘lições de desastres’ que devemos aprender. A combinação de Harvey e Irma desencadeou esse momento”. Ciente da gravidade climática, o Presidente da França, Emmanuel Macron, contestando o negacionista Trump na Assembleia-Geral da ONU, aproveitou a ocasião para lançar o Pacto Mundial para o Meio Ambiente consolidando todas as Convenções, Protocolos e Normas num único instrumento vinculante com poder universal. Macron disse: “Um documento-quadro que estabelecerá Direitos, mas também deveres para a Humanidade em relação à Natureza e, portanto, em relação a si mesmo. Todos sabem que a degradação do meio ambiente já está causando milhares de mortes devido ao aquecimento do Planeta e à poluição do ar. Isso acentuará as guerras pela água, agravando a fome e o esgotamento dos recursos naturais. Esses desastres serão piores amanhã se não fizermos nada enquanto é possível; temos de agir imediatamente”. Os danos provocados pelas tempestades, sem dúvida nenhuma, resultarão em importantes ensinamentos para preparar uma resposta preventiva e adequada aos desastres. Para muitos, porém, o ponto fulcral para se preparar é o fato de reconhecer, finalmente, a conexão entre as mudanças climáticas e os eventos extremos. Acompanhando a onda de preocupações sobre o estado do Planeta, e após ter visto as consequências dos […]

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