A maior seca: aquecimento global

A informação é da própria ONU, que dá uma previsão mais sombria ainda: até 2030 quase a metade da população mundial – mais de 3 bilhões de pessoas – estará vivendo em áreas com grande escassez de água.

No nordeste já são 10 milhões de brasileiros diretamente afetados pela seca. Os prejuizos econômicos são incauculáveis com quebras da safra do milho, feijão e mandioca. No sertão da Bahia já morreu um milhão de cabeças de gado, a metade do rebanho. É muita coisa! A própria palma, planta resistente à seca e que serve de alimento aos animais, já sumiu da paisagem.

O que mais impressiona é que este problema de seca no nordeste existe desde sempre e que só na hora da crise maior que o governo tenta ajudar com carro-pipa, cisternas, dinheiro para isto e para aquilo. Todo governo age do mesmo jeitinho…

Desta vez, que a seca é A mais inclemente de todos os tempos, milhares e milhares de nordestinos não tem o que dar de comer à sua família e começam a deixar a sua terra e a sua cultura para procurar abrigo nas periferias das cidades. Mesmo assim, com este sofrimento todo, o nordestino carrega no coração a esperança de um dia voltar para a sua terra, o sertão. Esta esperança está no hino que Luis Gonzaga um dia cantou: Asa Branca e diz mais ou menos assim: Que braseiro, que fornalha, nem um pé de plantação, por falta d’água perdi meu gado, morreu de sede meu alazão. Até mesmo a asa branca bateu asas do sertão. Então eu disse, adeus Rosinha, guarda contigo meu coração. Hoje, longe, muitas léguas numa triste solidão, espero a chuva cair de novo pra voltar pro meu sertão. E Luis Gonzaga encerra, proclamando: quando o verde dos teus olhos se espalhar na plantação, eu te asseguro, não chore não, que eu voltarei, pro meu sertão. Só um detalhe. Asa Branca foi composta em 1947.

Pois é… Aí vem a ONU  e diz que a seca é um fenômeno mundial por conta do aquecimento global… Que nunca esquentou tanto nos Estados Unidos, que a seca se repete na África, que os desertos estão se multiplicando pelo Planeta, que os polos estão derretendo…

E aí? O que fazer? Ficar só olhando pela TV as coisas acontecerem… É que nós temos a mania de achar que se não está acontecendo na porta de casa, não é com a gente o problema… Mas será que não somos nós mesmos que temos que buscar formas de agir ou mesmo de protestar, para tentar virar o jogo?

Bem, se você quiser continuar conversando sobre este assunto, mande um email para sustentabilidade@tvgazeta.com.br, que vou, com certeza, responder.

Boa noite.

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